Buzz Aldrin, astronauta da missão Apollo 11, caminha na superfície lunar perto do módulo Eagle

Não restam dúvidas de que a informática deu um passo gigante em termos de evolução nos últimos 50 anos. Agora, um engenheiro de software descobriu que até mesmo o carregador do seu smartphone é mais poderoso do que o computador da Apollo 11.

Forrest Heller comparou comparou as especificações de três adaptadores disponíveis no mercado com as configurações das máquinas de direcionamento da Apollo 11.

De um lado, estava o carregador de 18W do Google Pixel, o adaptador de 40W SuperCharge da Huawei e o Anker PowerPort Atom PD2. Do outro, o AGC, sigla para “computador de direcionamento da Apollo 11”, que tinha o tamanho de uma caixa de sapatos e pesava pouco mais de 30 quilos.

Levando em conta o poder bruto, Heller descobriu que o mais fraco dos carregadores da lista (Pixel) é 10 vezes mais poderoso do que o AGC. O adaptador possui um processador Weltrend WT6630P com clock de 10 MHz, enquanto que a máquina construída pela NASA alcançava uns meros 1,024 MHz.

O carregador mais poderoso da comparação, da Anker, opera a 48 MHz com CPU Cypress CYPD4225, enquanto o intermediário da Huawei traz o Richtek RT7205 com 22,7 MHz, descreve o CanalTech

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No que diz respeito à memória, o modelo da Anker é o mais eficiente, com 8 KB de RAM e 128 KB de armazenamento Flash. Em comparação, o computador da Apollo 11 traz, respetivamente, 4 KB e 72 KB. No entanto, neste requisito, os modelos da Google e da Huawei ficaram para trás – mas por pouco.

O engenheiro adverte que estas comparações de processamento só demonstram uma parte da questão, uma vez que seria impossível carregar o software de direcionamento da NASA diretamente num carregador de telemóvel.

Além disso, os adaptadores (mesmo o modelo mais potente) seriam incapazes de sobreviver à velocidade de mais de 38 mil km/h da Apollo 11. Este é só mais um dos motivos pelos quais o AGC foi uma máquina construída à medida e uma explicação para o seu peso em relação ao tamanho – o que o tornou resistente a forças g e completamente pronto para um lançamento espacial.

O especialista lembra ainda que o AGC controlava a nave inteira, com centenas de cabos e periféricos conectados, enquanto que o carregador mais potente usado nesta comparação tem apenas duas portas USB e é capaz de realizar uma única tarefa de cada vez.

Apesar da comparação, certo é que, no final das contas, a vitória continua a ser da NASA, a única com um computador capaz de levar os astronautas à Lua e trazê-los de volta sãos e salvos.

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