Olivier Hoslet / EPA

O ex-presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont

O ex-presidente do governo da Catalunha Carles Puigdemont não irá amanhã a Madrid apresentar-se perante a Audiência Nacional espanhola para responder pelo crimes de rebelião e motim de que foi acusado pelo governo de Madrid.

Segundo a revista Sábado, o ex-presidente do governo da Catalunha Carles Puigdemont recusa-se a voltar para Madrid para se apresentar perante a Audiência Nacional.

A Audiência Nacional citou Carles Puigdemont e outros 13 membros do governo catalão para se apresentarem às 9:00h desta quinta-feira para responderem pelos delitos de rebelião, motim e mau uso de fundos públicos relacionados com a realização do referendo de 1 de Outubro, considerado ilegal pelo Tribunal Constituicional espanhol.

O advogado do ex-presidente do governo da Catalunha, que se encontra em Bruxelas com mais cinco membros do ex-governo catalão, justificou a tomada decisão por acreditar que o cliente “não terá um julgamento justo” em Espanha

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“É bastante óbvio que o meu cliente vai adotar agora a atitude de esperar para ver o que se passa”, afirmou o advogado belga, Paul Bekaerts, quando questionado sobre se Puigdemont se vai apresentar perante a justiça espanhola.

Os crimes de rebelião, sedição e desvio de fundos, de que são acusados os ex-dirigentes catalães, podem ter sentenças até 30, 15 e seis anos de prisão.

O ex-governante catalão saiu do hotel em Bruxelas onde estava instalado, mas não é conhecido o seu paradeiro. Dois dos ex-ministros catalães regressaram entretanto a Espanha.

O executivo de Mariano Rajoy, do Partido Popular, apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou no sábado a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o Governo catalão, entre outras medidas.

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