Joana Amaral Dias, do Nós, Cidadãos! propõe a criação de zonas específicas para mulheres nos transportes públicos
A criação de uma divisória nos transportes públicos para uso exclusivo das mulheres, de forma a defendê-las do assédio sexual dos homens, foi uma das propostas que aqueceu o debate entre os candidatos à Câmara de Lisboa.
A ideia de criar zonas específicas para mulheres nos transportes públicos, apresentada por Joana Amaral Dias, do Nós, Cidadãos!, criou polémica no debate “Mulheres, raparigas e a cidade: o direito ao espaço público em Lisboa”, organizado pelas Associações Mulheres sem Fronteiras e Mulheres na Arquitectura e a Casa do Brasil de Lisboa.
“Haver áreas específicas só para mulheres seria voltar aos tempos do ‘apartheid’“, afiançou Inês Sousa Real, a candidata do PAN (Partido Animais e Natureza), para quem é preciso, acima de tudo, incentivar a educação para a cidadania.
Ana Margarida Carvalho (CDU), definiu a sugestão como “carruagem cor-de-rosa”. Também Margarida Saavedra, candidata nas listas do PSD/”Por uma Senhora Lisboa”, rejeitou a medida segregadora, e sugeriu o regresso da figura do guarda nocturno.
Já Helena Roseta, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, revelou que o executivo de Fernando Medina está a preparar um centro de atendimento para pessoas que são vítimas de violência no espaço privado ou público.
Medina vence em Lisboa com maioria
Segundo uma sondagem da Aximage realizada para o Correio da Manhã e o Negócios, Fernando Medina
irá vencer as eleições para a Câmara de Lisboa com maioria absoluta.De acordo com os resultados da sondagem, o candidato socialista consegue 47% das intenções de voto, o que lhe permitiria obter 9 a 10 vereadores dos 17 em disputa.
A consulta apresentada este sábado confirma o resultado da sondagem divulgada a semana passada, segundo a qual o PSD fica pela primeira vez atrás do CDS-PP. A candidata e líder do CDS, Assunção Cristas, regista 12,6% das intenções de voto, mais 2,7 pontos do que a candidata do PSD, Teresa Leal Coelho.
João Ferreira, da CDU, aparece em quarto lugar, com 8,5%, e os comunistas conseguem eleger dois vereadores. Ricardo Robles, do Bloco de Esquerda, deverá também conseguir ser eleito vereador.
São ainda candidatos Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
Realmente está tudo louco. Que raio de ideia chanfrada é esta de área reservada para mulheres em transportes públicos e ainda por cima com divisória? Será que a Joaninha quer voltar a um novo apartheid (desta vez de géneros) ou ao tempo da outra senhora em que existia separação de géneros na escola (meninos para um lado, meninas para o outro). Se existe falta de respeito dos homens para com as mulheres, nos transportes públicos ou em qualquer outro lado, é um problema cultural da sociedade em que vivemos. Sabemos que isto acontece, é um facto, mas também é verdade que muitas meninas que por aí andam a pavonear-se se põem a jeito e depois não gostam de ser molestadas, já para não esquecer que também os homens são frontalmente e desinibidamente assediados. O que tem de ser combatido é este tipo de comportamento de parte a parte educando desde criança. RESPEITAR PARA SER RESPEITADO, isto serve para todos os géneros. Repetindo a palavra géneros, gostaria de saber como a Joaninha pensa fazer para acomodar os homossexuais, os transexuais e outros que tais? Além disto, parece-me que esta menina não é exemplo para ninguém, pois entre outras coisas, quem como ela pousa nua, grávida em fim de tempo, a tapar o sexo exclusivamente com os seus dedinhos, também de alguma forma se põe a jeito, não é verdade? Querem igualdade e liberdade de expressão, e depois tomam estas atitudes. Afinal em que é que ficamos? E já agora gostaria de ver explicado a teoria da deputada do PSD sobre o regresso da figura do guarda nocturno. Então e dia, quem nos vai proteger? O detective Quim Quim? Isto não é uma questão de esquerda, direita ou centro, é uma evidência de que estamos entregues a uma cambada de inergumeros que deitam as coisas cá para fora sem pensarem primeiro. SEJAM FELIZES!