Tiago Petinga / Lusa
Portugal registou uma quebra de 70% das reservas, em julho, com a decisão dos britânicos em deixar o país fora da lista de destinos seguros. Em agosto, a situação será igualmente preocupante, antecipa-se.
A decisão do Reino Unido de excluir Portugal da lista de destinos seguros para os quais os seus cidadãos podem viajar sem terem de fazer quarentena no regresso está a ter consequências trágicas no turismo português. Até ao momento já foram canceladas 70% das reservas para julho, escreve o Expresso.
“Houve uma quebra de reservas de 70% em julho e agosto será parecido, mesmo que o Governo britânico decida incluir Portugal na revisão a 27 de julho, porque as pessoas reservam férias antes e simplesmente não virão cá”, diz o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins.
“Mesmo antes da decisão do Governo britânico, a situação do confinamento das 19 freguesias de Lisboa teve muito impacto, deu muitas notícias negativas no mundo e provocou uma onda de cancelamentos”, acrescentou.
Raul Martins salienta que os britânicos não são os únicos responsáveis e que também somos culpados, “porque os cuidados nos transportes públicos deixaram muito a desejar e precisamos de melhorar os números”.
Além disso, a decisão dos britânicos também fez com que outros turistas europeus repensassem viajar para Portugal. “Um holandês que ouve dizer que os britânicos não vêm a Portugal nem quer saber porquê – e também não vem”, exemplifica o presidente da AHP ao Expresso.
Em agosto a situação será semelhante, antecipa Raul Martins, que olha para o Algarve como a principal vítima da exclusão da ponte aérea britânica. Ainda assim, até em Lisboa, as consequências serão sentidas.
“A ANA prevê para Lisboa em agosto uma quebra de 60% em bilhetes vendidos relativamente ao ano passado, mas que pode ser superior”, diz o presidente da AHP, realçando que a única esperança será a Liga dos Campeões, que se disputa na capital portuguesa, em agosto.
O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, diz que “o impacto foi enorme” na região. “As pessoas estavam à espera do levantamento das restrições do Reino Unido para marcar férias e, como Portugal ficou de fora, cancelaram as reservas que tinham e optaram por outros destinos“, atirou o responsável da AHETA.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Esta estória começa a cheirar mal e a meter nojo. Senão vejamos. Os britânicos estão proibidos de fazer férias em Portugal? Não. Os britânicos são livres de escolher as companhias aéreas para viajar? Sim. Portugal está pior que o Reino Unido em termos de infetados? Não. Então porque razão toda esta polémica, em que um País que ainda não resolveu o seu próprio problema, se justifica com o problema dos outros para sustentar as suas decisões? Há vários milhares de ingleses infetados? Sim. Queremos cá ingleses infetados? NÃO! E o burro sou eu?