Conan Osiris já era um fenómeno dentro de portas, depois de se ter qualificado para a final do Festival da Canção. Mas agora que foi escolhido para ser o representante de Portugal na Eurovisão, está a conquistar a Europa com uma canção que arranca tantos elogios como críticas.
Há bem pouco tempo Conan Osiris, o nome artístico de Tiago Miranda, de 30 anos, era um quase desconhecido para a grande maioria dos portugueses. Até que o Festival da Canção da RTP se meteu na vida dele.
Um “artista experimental feito estrela pop”, como constata o editor do Público Pedro Reis num artigo no jornal. O fenómeno Conan Osiris está a crescer na Europa e é já apontado como um dos favoritos à vitória na Eurovisão em Israel, onde será o representante de Portugal depois de ter sido o mais votado, pelo público e pelo júri, na final do Festival da Canção.
No site Eurovision World, “Telemóveis”, a música que vai representar Portugal, aparece no sétimo lugar como provável vencedora do certame, atrás das canções de Rússia, Suécia, Itália, Islândia, Chipre e Holanda.
O sucesso do cantor está directamente relacionada com a falta de unanimidade que a sua música gera. “Telemóveis” é uma “canção impossível”, como destaca o site espanhol 20minutos.es, que arrasta tantos fãs como detractores, misturando uma diversidade inimaginável de estilos e uma letra que usa a tecnologia moderna como metáfora sobre a perda e a saudade.
Entre os elogios e as críticas, Conan Osiris diz que ainda está “‘bué’ à toa” com esta onda que se gerou em volta dele.
“Se não me curtem é super-legítimo”, confessou, no seu tom simples e quase ingénuo, numa entrevista
recente no programa “As Três da Manhã” da Rádio Renascença.Primeiro estranha-se, depois entranha-se…
Pela Europa, os youtubers que analisam as músicas que vão à final da Eurovisão, definem a sua canção e performance como “estranha” e “hipnotizante”.
Um espectáculo “bizarro e, contudo, fascinante“, analisa o site dedicado ao Festival Escdaily.com, considerando que “Telemóveis” é “sem dúvida única”, combinando uma “instrumentalização étnica e moderna para criar uma canção cativante”.
Do lado de lá da fronteira, o jornal espanhol El Diario fala do “transgressor Conan Osiris”, considerando que tem “um estilo musical difícil de definir e um extravagante estilismo” e que a sua canção “mistura ritmos electrónicos com sons mais orientais e voz aflamencada“, com uma letra “com alusões à perda e à saudade portuguesa”.
Já o jornal ABC caracteriza o estilo de Conan Osiris como um “pop mestiço” que “bebe da kizomba angolana, do manele romeno, do raï argelino, do dancehall jamaicano, do pop e até do fado para desafiar as convenções num plano canalha“.
Por seu turno, o canal público espanhol RTVE considera que o Festival da Canção da RTP está “a alcançar tal dimensão artística e técnica que é, sem dúvida, uma das mais interessantes pré-selecções das que se celebram por toda a Europa”.
[sc name=”assina” by=”SV, ZAP”]
Não vejo o que esta música tem de pior do que a vencedora do ano passado! Se agora vale tudo, até imitar galinhas, acho muito bem alinhar no jogo parvo que ainda se chama eurovisão e mandar música improvável. O Conan Osíris ao lado da mulher barbuda será sempre um menino!