Uma associação espanhola pôs a circular um autocarro nas ruas de Madrid, com uma mensagem contra as mudanças de sexo em menores, que está a gerar muita polémica.
“Os meninos têm pénis. As meninas têm vulva. Que não te enganem. Se nasces homem, és homem. Se és mulher, continuarás a sê-lo”. É esta a mensagem que está a ser difundida por um autocarro nas ruas de Madrid e que está a gerar polémica.
Segundo o El País, a iniciativa pertence à plataforma Hazte Oír, uma associação espanhola conservadora que diz ter como objetivo “promover a participação política e defender a vida e a dignidade humana”.
O autocarro gerou revolta em muitos habitantes da capital espanhola, assim como organizações de defesa dos direitos dos transexuais, que fizeram chegar a sua indignação à classe política.
A Câmara de Madrid já se pronunciou sobre a situação, afirmando que o veículo não cumpre as regras municipais de mobilidade e publicidade, uma vez que não é um transporte público e, por isso, não pode ter mensagens publicitárias.
A porta-voz do município, Rita Maestre, também reagiu no Twitter, considerando que “Madrid é uma cidade inclusiva e acolhedora”, “não havendo espaço para a transfobia”.
À imprensa espanhola, a responsável já assegurou que a autarquia vai tomar medidas para que o veículo deixe de circular nas ruas da cidade e está a ser estudado se está em causa o crime de incitação ao ódio.
Ao Actuall, meio de comunicação através do qual a associação dá a conhecer as suas iniciativas, a Hazte Oír explicou que a ideia é que o veículo, já batizado com a hashtag “ElAutobúsQueNoMiente” (“o autocarro que não mente”) siga para outras cidades.
O objetivo principal é promover uma campanha de sensibilização para a “ameaça real” das leis de género que foram publicadas recentemente em Espanha, cita o El País.
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Deixa ver se percebi: dizer o que os rapazes e as raparigas têm entre as pernas é uma "mensagem contra a transexualidade"?! Também é proibido agora? Por um lado ainda bem que isto acontece: ajuda a desmascarar os paladinos da tolerância e da diversidade e mostra que há uma ditadura do pensamento único a que nenhum político ou meio de comunicação escapa com medo das consequências reservadas aos que ousam não se curvar perante os dogmas do lobby LGBT.