A Câmara Municipal de Montalegre, em Vila Real, readmitiu um funcionário que desviou mais de 60 mil euros dos cofres da autarquia, segundo concluiu o inquérito que lhe foi aberto.
O caso é contado pelo jornal Público que refere que o ex-presidente da comissão política concelhia do PS de Montalegre, Pedro Madeiras, desviou, entre entre 2015 e 2016, mais de 61 mil euros da Câmara para as suas contas bancárias pessoais.
Pedro Madeira trabalhava como técnico superior na autarquia, com acesso à aplicação informática de contabilidade, apoderando-se de dinheiro relativo a prémios de seguros da autarquia, segundo refere o Público.
Terá ainda desviado 46 mil euros da Segurança Social e “cinco mil euros que a Câmara de Montalegre tinha atribuído à Associação Recreativa Cultural do Outeiro para aquisição de um imóvel para expandir as instalações”, frisa a mesma fonte.
O funcionário foi suspenso preventivamente de funções durante três meses, no seguimento do processo disciplinar de que foi alvo. Mas após esse período, foi de novo reintegrado na autarquia, embora em funções diferentes das que desempenhava.
Entretanto, ainda decorre o inquérito no âmbito da queixa-crime que foi apresentada contra ele no Ministério Público.
No processo interno aberto a Pedro Madeiras, o advogado da Câmara, que entretanto saiu de funções, considera que o comportamento do funcionário “tem de ser qualificado como culposo” e propõe o despedimento como sanção, segundo cita o Público.
Mas, em reunião do executivo, apenas um vereador dos sete eleitos votou a favor do despedimento.
O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, do PS, pediu entretanto um parecer a um escritório de advogados do Porto sobre o eventual despedimento, não recorrendo ao advogado que a autarquia contratou por 36 mil euros por ano para a prestação de serviços jurídicos.
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Os meio de comunicação estão todos comprometidos. Senão o escândalo que é esta situação nesta camara, poderia ser multiplicado milhares de vezes entre situações de decisões de presidentes, assessores, chefias e alguns técnicos em f publicas em toda a administração central, local, regional e empresas publicas. Milhares de milhões de euros dos nossos impostos que todos os anos são absorvidos por este sistema e alimentam uma pseudo elite de dirigentes, vogais e funcionários públicos que nunca trabalharam a sério na vida.