(dr) Gil Brandão / Diário da Região
O ex-presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas
A Câmara Municipal de Almada está a pagar 200 mil euros por ano pelo arrendamento de uma quinta que nunca utilizou. O caso é denunciado pela actual presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, que questiona o anterior executivo com suspeitas de “gestão danosa”.
O jornal Público dá conta do caso, reportando que Inês de Medeiros (PS) tentou, sem sucesso, anular o contrato no início deste ano. O município já gastou 300 mil euros com o arrendamento deste imóvel, a Quinta dos Espadeiros, que pertence a particulares e que nunca foi utilizado pela autarquia.
A presidente da Câmara de Almada suspeita, assim, de “gestão danosa” e vai enviar o contrato de arrendamento para o Ministério Público, nota o Público. O vereador do PSD na autarquia, Nuno Matias, confirma ao jornal que o contrato de arrendamento, celebrado em 2016, não foi aprovado em reunião de câmara.
“É um negócio com contornos pouco claros, que não foi aprovado em reunião de câmara e que não percebemos porque foi feito, se a autarquia nem utilizou o espaço”, destaca Nuno Matias.
O anterior autarca, Joaquim Judas (CDU), que foi o responsável pela assinatura do contrato de arrendamento, explica a decisão com o interesse municipal no imóvel.
“Trata-se de um espaço de vários hectares, de grande qualidade paisagística, considerado um dos melhores jardins de Portugal, com óptimas acessibilidades à Ponte 25 de Abril, ao Centro-Sul e outras direcções do concelho, com ligação directa à auto-estrada, e situado numa zona de grande afluência de público, onde está o Fórum Almada, e com continuidade com o Parque da Paz”, destaca o ex-autarca comunista citado pelo Público.
Joaquim Judas acrescenta que o objectivo da Câmara com o arrendamento do espaço era acolher no local o espólio do artista Rogério Ribeiro, como “alternativa transitória” à demorada criação do Museu de Arte Contemporânea, obra orçada em 6 milhões de euros.
O imóvel deveria ainda acolher a Bienal de Escultura de Almada, sustenta Judas, salientando que o contrato de arrendamento inclui uma “opção de compra em que o valor pago de rendas será descontado no preço de compra”.
O Público nota que “a quinta está avaliada em 9,5 milhões de euros“.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Estes governantes de esquerda (CDU + PCP) são óptimos a gerir o dinheiro dos outros e a contornar a lei quando à interesses de proveito próprio ou partidário...
Vamos ver o que dizem agora os lideres partidários desses partidos sobre a situação...