(dr) Gil Brandão / Diário da Região

O presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas

A Câmara de Almada, liderada pelo comunista Joaquim Judas, está envolta em polémica por ter oferecido aos funcionários com 25 anos de funções públicas na autarquia relógios de luxo que custaram cerca de 800 euros cada.

A notícia é divulgada pelo Correio da Manhã e pelo Observador que salientam que o executivo comunista ofereceu, no passado dia 24 de Maio, 43 relógios de pulso aos trabalhadores da autarquia que completaram 25 anos de funções públicas na Câmara.

A aquisição de 19 relógios de homem por 880 euros cada e de 24 de senhora por 756 euros custou ao município 34,8 mil euros, adianta o Observador.

O negócio foi feito por ajuste directo com a Ourivesaria Coimbra e o CM repara que a autarquia tem “como tradição ofertar relógios de ouro aos funcionários que atinjam um quarto de século com funções públicas, mas esta é a primeira vez que o faz em ano de eleições”.

Durante a presidência de Joaquim Judas, a autarquia gastou já mais de 78 mil euros

na compra de 98 relógios de pulso para oferecer a funcionários da autarquia, de acordo com as contas do Observador.

Contactada pela publicação, uma fonte oficial da Câmara de Almada refere que “a oferta de relógios aos trabalhadores e trabalhadoras do Município que completam 25 anos ininterruptos ao seu serviço” é uma forma de “reconhecer publicamente o mérito de toda uma vida de trabalho coincidindo com a celebração do Dia do Concelho” e “uma prática” que se vem sucedendo “todos os anos sem excepção desde o início da década de 1990”.

No Natal de 2015, a Câmara já tinha estado envolvida em mais uma polémica por ter oferecido aos filhos dos funcionários carenciados 65 smartphones, gastando cerca de dez mil euros.

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