(dr) Ana Mafé / Universidade de Valença

Um estudo de uma investigadora a Universidade de Valência, em Espanha, assegura que o cálice usado na Catedral da cidade é o verdadeiro Santo Graal.

É o que diz María Mafé García, doutora em História da Arte, na sua tese. As conclusões do seu documento, que partem do estudo realizado nos anos 60 pelo cronista espanhol Antonio Beltrán, mostram que a estrutura da taça vem do século I ou II a.C.

De acordo com esta publicação, esta é a única taça desse período que está preservada intacta em todo o mundo.

Outra chave para as suas conclusões está no estudo volumétrico de medidas hebraicas. Mafé defende que esta taça é uma verdadeira taça hebraica, embora nunca tenha sido catalogada dessa forma.

Além disso, de acordo com a especialista, citada pelos meios locais, o material de pedra desta obra foi catalogado na antiguidade como sárdio, que é representativo da tribo de Judá, à qual Jesus pertencia.

Mafé também traz uma nova leitura para a inscrição que aparece no fundo do cálice, na qual uma mensagem criptografada aludiria a Jesus no seu nome hebraico, baseado na língua hebraica e árabe aljamiado.

Para garantir ainda mais a sua tese, Mafé usou a regra de Laplace, que estabelece uma probabilidade através de um método científico. Desta forma, verificou que o cálice de Valência satisfaz 99,9% dos requisitos para ser considerado o verdadeiro Santo Graal, embora neste caso seja um teste estatístico.

O Santo Graal era supostamente a taça usada por Jesus de Nazaré na sua última ceia com todos os apóstolos. Até agora vários autores consideram várias relíquias como o Graal autêntico. Três deles estão na Espanha: a Catedral de Valência, o Cálice de Dona Urraca e o Santo Graal de O’Cebreiro.

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