João Carvalho / wikimedia

Edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, CGD

A Procuradoria-Geral da República está a investigar a Caixa Geral de Depósitos, nomeadamente para apurar se ocorreram no banco crimes de gestão danosa durante os anos de 2000 a 2015.

A notícia foi avançada em primeira-mão pelo Correio da Manhã e já confirmada por outros órgãos de informação e por fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Confirma-se a existência de inquérito onde se investigam factos relacionados com a Caixa Geral de Depósitos”, revela uma fonte da PGR, citada também pela TVI e pelo Dinheiro Vivo.

A mesma fonte recusa-se a divulgar mais detalhes, pelo facto de o processo se encontrar “em segredo de justiça”.

O CM refere que a investigação foi iniciada no princípio do ano, citando um ofício da PGR enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à CGD, que terá dado entrada na Assembleia da República a 15 de Setembro passado, onde se comunica que decorre “a investigação do eventual crime de administração danosa em unidade económica do sector público”.

A CPI está a avaliar a gestão do banco entre 2000 e 2015, período durante o qual passaram pela administração figuras como António de Sousa, Luís Mira Amaral, Vítor Martins, Carlos Santos Ferreira, Armando Vara, Fernando Faria de Oliveira e José de Matos.

Em análise estão, nomeadamente, as razões que justificam a necessidade de recapitalização pública da CGD.

O CM realça que o “DCIAP deverá passar a pente fino os empréstimos concedidos pela CGD que estão em risco de incumprimento”.

Recorde-se que o banco possui 2,3 mil milhões de euros em risco por empréstimos concedidos sem garantias.

Entretanto, as audições da CPI à CGD recomeçam na próxima terça-feira com a audição do novo presidente António Domingues.

ZAP