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O ex-Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush

Várias figuras notáveis do Partido Republicano já decidiram que não vão apoiar o atual Presidente dos Estados Unidos nas eleições Presidenciais, agendadas para 3 de novembro deste ano.

Depois da forma como Donald Trump lidou com a pandemia de covid-19 no país, a gota de água foi a sua resposta incendiária aos protestos contra a violência policial que se desencadearam por todo o território, no seguimento da morte de George Floyd.

De acordo com o New York Times, George W. Bush, ex-Presidente dos Estados Unidos, Colin Powell, antigo secretário de Estado, e Mitt Romney, senador do Utah, são algumas das personalidades do Partido Republicano que já disseram que não vão apoiar a recandidatura do atual Presidente.

O jornal norte-americano escreve que ainda não se sabe o que Bush vai fazer, mas certo é que não vai apoiar Trump. O seu irmão, Jeb Bush, também não sabe qual o candidato que irá escolher, cita o The Independent.

Segundo o NYT, é quase garantido que Cindy McCain, viúva do senador John McCain, deverá apoiar o candidato democrata Joe Biden, apenas ainda não decidiu se o vai fazer publicamente, uma vez que o filho está a pensar enveredar pelos caminhos do pai.

Nenhum destes nomes votou em Trump em 2016, mas a continuação desta posição quando este já é Presidente tem outra carga política, diz o mesmo jornal.

Em declarações à CNN, este domingo, Powell foi ainda mais longe, tendo anunciado o seu apoio a Biden. “Não pude votar nele em 2016 e, certamente, não posso apoiar o Presidente Trump este ano”, declarou o antigo secretário de Estado que, nas últimas Presidenciais, apoiou a candidata Hillary Clinton.

“Temos uma Constituição, devemos respeitar a Constituição. E o Presidente não a seguiu”, referiu Colin Powell, acrescentando que Donald Trump “mente”.

“Ele mente o tempo todo”, disse o ex-secretário de Estado, salientando que jamais utilizaria a mesma palavra para algum dos quatro Presidentes com quem trabalhou.

Por isso, Powell apelou a todos os norte-americanos para refletirem sobre o seu impacto no país e no mundo. “Pensem, usem o bom senso, façam a vós mesmos a pergunta: É bom para o meu país?”, rematou.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]