Uma megaburla internacional que envolveu investimentos numa suposta criptomoeda terá passado por Portugal e vai a julgamento esta semana.

No julgamento que começou esta semana, em Lisboa, cinco arguidos vão sentar-se no banco dos réus, acusados de enganarem dezenas de investidores, na sua grande maioria franceses. Segundo o Público, também existem alguns portugueses.

As investigações da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária prosseguem. De acordo com o matutino, terão passado pelas mãos deste grupo criminoso, e de cúmplices seus que ainda não foram apanhados, cerca de 100 milhões de euros.

Os suspeitos são acusados de terem criado páginas na internet para atraírem as vítimas com a promessa de ganhos robustos e sem risco. “As páginas tinham a aparência de um site legítimo de investimentos financeiros, designadamente em criptomoeda”, descreve a acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

Segundo o diário, quando um investidor realizava uma entrega mais “magra” de dinheiro, os supostos burlões pagavam “juros” na esperança de conquistarem uma maior confiança por parte das vítimas.

A burla lesou vários cidadãos europeus, incluindo portugueses. O Público dá o exemplo de um suíço que chegou a receber “juros” por três vezes, tendo injetado na burla uma soma de 400 mil euros em agosto de 2018, perdendo o rasto ao dinheiro.

Ainda assim, o Público não revela o nome da burla nem da suposta criptomoeda envolvida neste caso judicial. Adianta, porém, que a rede criminosa era liderada por um indivíduo apelidado como “o israelita”, cuja identidade as autoridades não conseguiram apurar.

Parte dos suspeitos que começaram a ser julgados esta semana encontram-se em prisão preventiva e respondem pelos crimes de associação criminosa, burla qualificada e branqueamento de capitais.

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