Álvaro Millán / Flickr
A maior fuga de informação de que há memória na Comissão Europeia deixou os dados pessoais de vários representantes de pelo menos 241 autarquias portuguesas a descoberto, revela um relatório técnico da Direção Geral das Comunicações da Comissão Europeia (DG Connect).
De acordo com o Jornal de Notícias, que avança a notícia nesta terça-feira, moradas, números de telefone, fotocópias de passaportes e cartões de cidadão com a assinatura legível estiveram acessíveis a qualquer utilizador da plataforma Wifi4EU, um projeto comunitário que financia a instalação de internet sem fios em espaços públicos
A fuga de informação ocorreu no passado dia 15 de Maio, afetando um total de 11.402 câmaras da União Europeia que se candidataram ao projeto, conta o diário. Destas, 241 eram câmaras portuguesas.
Os dados estiveram expostos durante cerca quatro horas, tanto dos presidentes de câmara como dos vereadores substitutos, além dos funcionários que submeteram a candidatura.
Segundo o documento, a que o matutino teve acesso, o problema foi detetado pela segurança informática da empresa, fazendo com que, quatro horas depois de as candidaturas abrirem, o site ficasse offline e a primeira fase do processo fosse cancelada.
A partir desta quarta-feira, e até à próxima sexta-feira, os municípios podem voltar a submeter a sua candidatura e, de acordo com a porta-voz da comissária europeia da Economia e Sociedade Digital, Mariya Gabriel, a confidencialidade dos dados
está assegurada, uma vez que já foram tomadas as “medidas corretivas” necessárias de forma a evitar a repetição daquele que foi considerado “um caso de exposição de dados de baixa severidade”, explicou.A Associação Nacional de Municípios Portugueses não quis comentar esta falha na privacidade dos dados pessoais. Já o site da ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações refere apenas que o primeiro convite à apresentação de candidaturas foi cancelado “por motivos de ordem técnica”.
O Wifi4EU é um programa lançado pela Comissão Europeia e que visa instalar pontos de acesso grátis à Internet em parques, praças e edifícios públicos, havendo 120 milhões de euros disponíveis para o projeto até 2020 e podem concorrer juntas de freguesia, câmaras municipais e associações de municípios da UE.
Por cada candidatura aprovada, explica o JN, a Comissão atribuirá um vale de 15 mil euros, devendo ser concedidos, “no mínimo, 15 vales por país”.
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... ... blá, blá, blá... ... evitar a repetição daquele que foi considerado “um caso de exposição de dados de baixa severidade”
Esta malta acha que "moradas, números de telefone, fotocópias de passaportes e cartões de cidadão com a assinatura legível estiveram acessíveis a qualquer utilizador da plataforma Wifi4EU" é uma "baixa severidade"...???!!!
Que cambada de calhaus a ganharem milhões à nossa conta!