Rodrigo Gatinho / Portugal.gov.pt

O primeiro-ministro António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, recusou esta quarta-feira que sejam necessárias “medidas adicionais” para cumprir o défice e manifestou-se convicto de que em julho a Comissão Europeia dará “um novo passo de aproximação” às previsões do Governo.

A Comissão Europeia exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem atualmente para as contas públicas portuguesas.

Esta diferença de quatro décimas do PIB implica que o Executivo adote medidas adicionais correspondentes a cerca de 730 milhões de euros, de acordo com as contas do Expresso.

“As previsões da Comissão têm estado em evolução, aliás positiva. Começaram em 3,4, já vão em 2,7, diz agora que temos de alcançar uma meta de 2,3. A nossa meta no Orçamento, com as medidas que já temos é de 2,2. Nós continuamos tranquilos sobre a forma como o Orçamento tem vindo a ser executado. Não encaramos a necessidade de medidas adicionais

para alcançar o objetivo que nos propomos, quanto mais para alcançar um objetivo menos ambicioso”, afirmou António Costa.

Na recomendação a Portugal divulgada esta tarde, a Comissão escreve que a meta de 2,3% “é consistente com uma melhoria do saldo estrutural de 0,25% do PIB em 2016”.

O chefe de Governo disse estar convicto de “que se tudo continuar a correr normalmente” na economia e na execução orçamental, em julho a Comissão estará “a dar um novo passo de aproximação” às previsões do executivo português.

ZAP / Lusa