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O ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso

O comité de ética ad hoc da Comissão Europeia concluiu que o antigo presidente Durão Barroso não violou as regras dos Tratados ao aceitar o cargo de presidente não-executivo da Goldman Sachs, ainda que tenha demonstrado falta de “sensatez”.

No parecer divulgado esta segunda-feira pelo executivo comunitário, o comité de ética considera que José Manuel Durão Barroso “não demonstrou a sensatez que se poderia esperar de alguém que ocupou o cargo de presidente durante tantos anos”, mas “não violou o seu dever de integridade e discrição”.

O parecer é dado em resposta ao requerimento do presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, que em setembro solicitou um parecer relativamente à designação do seu antecessor para o cargo de presidente não-executivo do banco de investimento norte-americano.

O comité de ética sublinha o compromisso assumido por Durão Barroso de não desempenhar o papel de “representante de interesses”

(lobista) da Goldman Sachs, considerando que o mesmo responde ao dever de integridade e discrição imposto pelo Tratado.

Na semana passada, o Parlamento Europeu (PE) decidiu, por larga maioria, “congelar 20% das apropriações de transferências temporárias dos anteriores membros da Comissão Europeia até que a Comissão apresente um Código de Conduta reforçado para os comissários, para prevenir conflitos de interesse e as portas giratórias” em que as instituições europeias se terão tornado.

O corte nos privilégios de antigos comissários é apresentado como uma forma de “recuperar a confiança dos cidadãos da União e a credibilidade das suas instituições”.

ZAP / Lusa