O Presidente francês e o primeiro-ministro finlandês concordaram que “está na hora de Boris Johnson apresentar as suas propostas por escrito – se elas existirem”.
Boris Johnson tem 12 dias para apresentar, por escrito, à União Europeia os seus planos para o Brexit. O prazo foi definido esta quarta-feira por Antti Rinne, primeiro-ministro da Finlândia, país que atualmente ocupa a presidência rotativa da UE. “Se não recebermos quaisquer propostas até ao fim de setembro, então acabou“, advertiu Rinne.
Antti Rinne encontrou-se em Paris com o Presidente Emmanuel Macron e ambos concordaram que “está na hora de Boris Johnson apresentar as suas propostas por escrito – se elas existirem“.
Rinne tenciona discutir o prazo estabelecido com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com Johnson nos próximos dias. No entanto, o assunto ainda não foi discutido com outros Estados-membros da União Europeia.
Uma fonte de Downing Street revelou à BBC que “continuaremos a negociar e a apresentar propostas no momento apropriado”. Boris diz que ainda é possível chegar a acordo até à cimeira do Conselho Europeu de 17 e 18 de outubro, mas insiste que o Reino Unido sairá da UE até ao último dia desse mês, mesmo que não se chegue a um acordo com Bruxelas.
Segundo o Expresso, o Governo britânico garante que apresentou “várias propostas” alternativas ao backstop, o mecanismo que visa evitar o regresso de uma fronteira rígida entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. Boris tem-se recusado a revelar detalhes dessas propostas por não querer negociar em público, enquanto a UE o critica por não apresentar planos por escrito.
Jacob Rees-Mogg, líder da Câmara dos Comuns, anunciou que o primeiro-ministro britânico está em vias de conseguir um acordo “fundamentalmente diferente” para garantir que o Brexit acontecerá no prazo atual. Para o conseguir, é necessário “ouvir com muita atenção o que o Partido Unionista Democrático (DUP) diz”.
Arlene Foster, líder do DUP, afirmou na quarta-feira que pretende uma solução para o Brexit que não afete a posição constitucional da Irlanda do Norte. Foster precisou que “não será alcançado um acordo que inclua um backstop, quer ele seja extensível a todo o Reino Unido, quer seja específico para a Irlanda do Norte”.
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Pois, se "existirem"!...
Já se percebeu que essa cambada de incomptentes lunáticos não tem qualquer plano!...