Mais de uma década depois de o Concorde ter voado pela última vez, a Boom prepara-se para dar início a uma nova era dos voos supersónicos comerciais, e já tem o primeiro protótipo pronto para demonstrar que a sua tecnologia consegue cumprir com o prometido.
O mítico Concorde foi resultado de um projecto nascido há muitas décadas atrás, em que o desejo de mostrar a capacidade tecnológica se sobrepunha a tudo o resto.
O avião era revolucionário, avançado para o seu tempo e impressionante tecnologicamente, mas também pouco prático, ruidoso, e consumia mais combustível que aviões capazes de levar mais de quatro vezes o mesmo número de passageiros.
Mas a Boom Technology diz ter a tecnologia para criar um novo avião supersónico, capaz de voar a Mach 2.2 e atingir os níveis de eficiência necessários para se tornar economicamente viável.
O modelo agora apresentado é um avião em escala reduzida, para apenas dois tripulantes, e que servirá como plataforma experimental para demonstrar que tanto os materiais de construção como os motores conseguirão atingir o desempenho pretendido.
Os primeiros voos de teste começarão em 2017 e, se tudo correr bem, daqui por mais alguns anos voltará a ser possível levantarem-se para irem almoçar a Nova Iorque e regressarem a tempo do jantar.
Segundo a Boom, um voo entre Londres e Nova Iorque demorará apenas 3h15 em vez das 7h actuais, com bilhete que custará 2500 dólares.
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Atenção, redacção: "...depois de o Concorde ter voado..." e não "...depois do Concorde ter voado...". :-P