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A ordem de prisão dada por um elemento da Unidade Especial de Proteção e Socorro da GNR a bombeiro da Força Especial de Proteção Civil terá motivado a abertura do inquérito.

O ministro da Administração Interna ordenou, esta quarta-feira, a abertura de um inquérito sobre um “incidente” envolvendo elementos da GNR e da Força Especial de Bombeiros (FEB) da Proteção Civil, no incêndio no distrito de Castelo Branco, disse fonte do ministério.

Segundo fonte oficial, Eduardo Cabrita determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna “a abertura de um inquérito sobre o incidente, ocorrido no incêndio de Sobral do Campo (Castelo Branco), envolvendo elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro da GNR e da Força Especial de Proteção Civil” da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANPC).

A decisão está relacionada com uma ordem de prisão que terá sido dada por um militar da GNR ao chefe do grupo da Força Especial de Bombeiros, na sequência de uma altercação entre as chefias das duas forças de combate aos fogos, noticiada esta quarta-feira pelo Jornal de Notícias.

Segundo o jornal, em causa estará o facto de os militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR “terem questionado a atuação de Arlindo André, que lidera a força de bombeiros profissionais, no teatro das operações” daquele incêndio no concelho de Castelo Branco.

O operacional da FEB estaria a fotografar as chamas para a aplicação que esta entidade tem para acompanhar incêndios. O militar da GNR terá chamado à atenção e, perante a recusa de Arlindo André, deu-lhe voz de prisão.

Contudo, de acordo com o Observador, fonte oficial da GNR garante que não foi dada nenhuma ordem para deter o indivíduo.

É lamentável o que aconteceu. Se estes casos não têm surgido mais em público é porque têm sido dirimidos no teatro de operações. Os GIPS têm vindo a ocupar o espaço dos bombeiros, com a conivência de políticos e Proteção Civil”, lamentou Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), citado pelo JN.

“A GNR não pode liderar o teatro de operações ou dar voz de prisão como se estivesse numa operação stop numa autoestrada. Está redondamente enganada. Se há um chefe da FEB, as funções de liderança são desse profissional”, defendeu.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa” ]