Os boletins para votar antecipadamente no estrangeiro nas eleições legislativas não foram suficientes em vários locais, como Barcelona, Pequim ou Maputo.
A informação foi avançada à Lusa por fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro. O gabinete confirmou que os votos não foram suficientes em Barcelona, Seul, Pequim, Berlim, Budapeste, Zagreb, Bogotá e Maputo.
“Confirmamos que se verificou, no dia de hoje, falta de boletins de voto referentes ao círculo eleitoral de Lisboa no Consulado-Geral de Portugal em Barcelona. O Consulado-Geral de Portugal em Barcelona recebeu 30 boletins de voto referentes a cada um dos 20 círculos eleitorais existentes em território nacional, o que representou um total de 600 boletins”, explicou.
Segundo a mesma fonte, a escassez de boletins de voto deveu-se à dificuldade em prever, com exatidão e antecedência, “o número de cidadãos que ali se deslocariam para procurar exercer o seu direito de voto”, dado que “a legislação não obriga a qualquer inscrição prévia para este efeito”.
Casos idênticos ocorreram noutros locais. “Também temos informação de que os votos não foram suficientes em Pequim, Berlim, Budapeste, Zagreb, Bogotá e Maputo”, explicou, tendo ocorrido uma situação idêntica na Embaixada de Portugal em Seul, na Coreia do Sul, também referente ao círculo eleitoral de Lisboa.
De acordo com o gabinete do secretário de Estado, “estas pessoas estão recenseadas em Portugal, pelo que ainda podem votar este fim de semana
, se solicitarem voto antecipado, ou no dia das eleições se não fizerem nada”. “Em ambos os casos só poderão votar em Portugal (no dia das eleições no seu distrito; se votarem por antecipação podem escolher o distrito)”, acrescenta.Nas últimas eleições, as europeias, em maio, foram remetidos 15.885 boletins e votaram 1.242 eleitores, dos quais 398 militares em missões. “Em 2019 para a Assembleia da República foram enviados para todo o mundo cerca de 50 mil boletins”, frisou.
Esta situação está relacionada com o voto antecipado para cidadãos recenseados em Portugal, que se encontram deslocados no estrangeiro no dia da eleição. A votação decorreu entre terça-feira, dia 24, e esta quinta-feira em 115 representações consulares e diplomáticas portuguesas situadas em 73 países.
O Observador noticiou que vários portugueses não conseguiram votar no Consulado-Geral de Portugal em Barcelona porque os boletins de voto do círculo eleitoral de Lisboa já tinham esgotado.
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