O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução para mudar o nome do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania.
Segundo o Bloco de Esquerda, a actual designação do documento de identificação “não respeita a identidade de género de mais de metade da população portuguesa”.
O projecto de resolução, entregue no Parlamento com data de 13 de abril, realça que o nome do documento “não cumpre as orientações de não discriminação, de promoção da igualdade entre homens e mulheres e de utilização de uma linguagem inclusiva”.
Segundo o BE, “não há qualquer razão que legitime o uso de linguagem sexista” num documento de identificação obrigatório para todos os cidadãos e cidadãs nacionais.
O projecto de resolução, assinado “pelas Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda”, propõe assim que a Assembleia da República “recomende ao Governo a alteração da designação do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania“.
Reacções
A iniciativa do Bloco de Esquerda despoletou de imediato diversas reacções e críticas nas redes sociais, com os utilizadores divididos entre os que apoiam a proposta e os que lhe criticam o acerto.
A favor da iniciativa, há quem realce que as palavras têm uma carga de desigualdade que lhes foi dada pelo “peso histórico do machismo na língua portuguesa”, e quem recorde que “o antigo Bilhete de Identidade tinha um nome neutro”.
Mas há quem a ache simplesmente uma parvoíce, quem questione a importância e oportunidade do assunto, quem discorde da necessidade da medida e quem a ela se oponha por questões históricas ou linguísticas.
Numa outra perspectiva, há quem avance mesmo para a necessidade de rever a Constituição, que contém 4 vezes a palavra “cidadão” e 88 vezes o termo “cidadãos”.
“Não consta que, na vigência desta Constituição, as cidadãs ou @s cidad@s de géner@ indefinid@ alguma vez tenham deixado de ser considerados cidadãos por causa do género“, diz Carlos Loureiro.
O ex-dirigente centrista José Ribeiro e Castro, uma das personalidades que se opõe à proposta,reagiu também com ironia num post no seu Facebook: “Coisas verdadeiramente importantes. Ainda bem que há quem cuide de nós com tanto desvelo“.
“Uma dúvida: quanto custará trocar 10 milhões de Cartões de Cidadão, perdão, cala-te língua, Cartões de Cidadania?“, pergunta o ex-líder do CDS/PP.
“Mais ou menos o mesmo que 2 submarinos“, respondeu-lhe de pronto um utilizador.
AJB, ZAP
Anda para aí uma treta generalizada com a igualdade de género, financiada com os muitos milhões que vêm dos fundos europeus. Se os portugueses e as portuguesas imaginassem os quantos milhões que serão rebentados nesta área no atual quadro comunitário de apoio (e já foram no anterior), não dormiriam nas próximas semanas. E tudo a fazer de conta, planos de igualdade da treta, formações em igualdade da treta, .... tudo muito bom para contratar amigos e amigas de empresas de consultoria e pelo meio... se possível... ainda encaixar algum. Era prender estes filhos e filhas da senhora com a profissão mais velha do mundo e mandar a chave para o órgão sexual masculino... e já agora feminino... caso contrário o lote de esquerda, perdão, bloco, ainda vem aí com merdas.
Se isto não fosse real até dava vontade de rir. País de palermas e palermos... Estes políticos e políticas de carreira deveriam ser limitados a 10 anos em funções políticas (deputados, presidentes, membros do governo, autarcas,... o somatório não deveria ultrapassar 10 anos). Se assim fosse queria vê-los/las depois a arranjar emprego.