O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, desafiou esta quinta-feira o ex-administrador da CGD a tornar públicas as mensagens que estão na origem da recente polémica.

Apesar de quer o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, quer o primeiro ministro António Costa já terem dado por encerrado por várias vezes o assunto das SMS trocadas entre António Domingues e Mário Centeno, a discussão em torno do tema teima em não esmorecer.

Em entrevista à Antena 1, Pedro Filipe Soares considerou esta quinta-feira que, “uma vez que já o fez pela calada, António Domingues deveria pôr a descoberto a troca de SMS” com o ministro das Finanças, a propósito da questão da entrega ao Tribunal Constitucional das declarações de rendimentos dos ex-gestores nomeados para a CGD.

“Que o faça com toda a transparência e depois, daí, que se assaquem todas as responsabilidades”, diz o deputado bloquista, entrevistado pela editora de Política da Antena 1, Maria Flor Pedroso.

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda garante que “não há nenhuma concertação à esquerda” para travar uma nova comissão de inquérito à Caixa, pretendida por PSD e CDS-PP, mas adverte que, se se tratar de um inquérito parlamentar para revelar as SMS, “há jurisprudência que diz que não é legal”.

O objeto da nova comissão de inquérito à CGD já está praticamente pronto“, diz entretanto o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, “e andará à volta do período entre o convite feito ao dr. António Domingues e a sua demissão”.

Em entrevista ao Publico, Montenegro acusa o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, de “parcialidade na gestão da actual situação política”.

“O que está a acontecer é um escândalo democrático, com a anuência do primeiro-ministro e dos seus acólitos Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, que criaram uma nova realidade dos donos disto tudo“, diz Montenegro.

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