Os bispos estão a travar a dvulgação das contas do Santuário de Fátima há 14 anos, sendo que último exercício conhecido é o de 2005.

Em declarações ao Correio da Manhã, o reitor do Santuário de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas, revelou que “quando os bispos quiserem, as contas serão divulgadas”.

Apesar de não divulgar as contas, o reitor assegura que a “gestão tem sido rigorosa e profissional e o Santuário não está, nem de perto nem de longe, numa situação de insolvência“.

O CM explica este sábado que o orgão máximo do Santuário de Fátima é constituído por cinco bispos, que não divulgam os dados devido a um litígio entre a Conferência Episcopal e a Autoridade Tributária, desde 2004, sobre a isenção do IMI relativo a imóveis.

Por outro lado, os bispos admitem publicar as contas quando a disputa com o Fisco for resolvida. “A decisão de divulgar ou não as contas depende dos senhores bispos. Há um litígio relativo à revisão da concordata, que levou os bispos a optarem por não divulgar as contas“, explicou Carlos Cabecinhas, em declarações ao CM.

Em 2005, a receita do Santuário de Fátima foi superior a 17 milhões de euros, dos quais 9,3 milhões provinham dos donativos dos fiéis, que estão isentos de impostos. As esmolas representam mais de 70% da receita.

Contudo, o padre Carlos Cabecinhas nega que a realidade seja esta. “Olha-se para esse valor e diz-se que o Santuário continua a ter estes milhões de receita, o que não é verdade. É que as regras de contabilidade implicam a integração de depreciações e os investimentos têm sido avultados”, disse.

Este mês, foi noticiado que o Santuário de Fátima se estava a preparar para despedir cerca de uma centena dos seus 350 trabalhadores.

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