patquinnforillinois / Flickr
Joe Biden, antigo vice-Presidente dos EUA e e candidato à presidência nas eleições de 2020
Se o ex-vice-presidente Joe Biden for eleito em 2020, irá curar o cancro. Pelo menos é o que prometeu numa campanha em Ottumwa, no Iowa, Estados Unidos (EUA), na terça-feira.
“Prometo que se for eleito presidente, vocês verão a coisa mais importante que muda a América”, anunciou. “Vamos curar o cancro.” A multidão aplaudiu, mas a promessa de Joe Biden fez uma especialista na área se manifestar, informou na sexta-feira a Live Science.
“Vamos abrir as notícias um dia e ouvir que o cancro foi curado? Não”, disse à Live Science Deanna Attai, professora assistente de cirurgia na Universidade da Califórnia em Los Angeles. “Não é tão simples assim”. Esta promessa de campanha é enganosa porque sugere que o cancro é uma doença com uma cura, o que não é o caso, acrescentou.
De acordo com o National Institutes of Health, existem mais de 100 tipos de cancro. Cada um tem uma causa diferente, desde vírus até radiação. O desenvolvimento de tratamentos específicos para cada variedade de cancro – que vai de ferramentas de rastreamento a terapias – é um processo fragmentado. “São dois passos à frente, um passo atrás”, indicou Deanna Attai.
Por isso, quando Joe Biden prometeu curar o cancro, refere-se a curar não apenas uma, mas muitas doenças. Algumas dessas podem nunca ser possíveis de curar, visto que o cancro é caraterizado por células que “assumem vida própria”, explicou a especialista. Essas células podem sofrer mutações e “fugir” das drogas que os cientistas desenvolvem.
Um único remédio eficaz contra o cancro leva muito mais do que um mandato presidencial para se desenvolver, lê-se na Live Science. Antes de se tornarem disponíveis para os pacientes, os tratamentos devem passar por testes em animais e ensaios clínicos. Todo o processo, salientou Deanna Attai, pode levar anos.
Não é a única maneira de salvar vidas
Há outro problema com a promessa de uma cura singular para o cancro: não é a única maneira de salvar as pessoas. Como o financiamento para pesquisa não é ilimitado, focar em apenas uma cura pode significar gastar menos dinheiro noutros caminhos que poderiam salvar vidas.
Desde 1991, as taxas de mortalidade por cancro caíram 27% – 2.629.200 mortes a menos do que esperado, de acordo com a American Cancer Society. A principal razão para esse progresso? As pessoas fumam menos. O cancro do pulmão, uma das três formas mais mortais, registou alguns dos maiores declínios nas últimas três décadas.
Embora nem todos os casos de prevenção do cancro sejam tão eficazes quanto a redução do tabagismo, muitos casos são passíveis de prevenção por meio da redução de danos ambientais. Outras causas potenciais de cancro incluem obesidade, estilo de vida sedentário e exposição à poluição do ar.
“Concentrando-se numa única cura não aborda as razões pelas quais o cancro se está a desenvolver”, notou Deanna Attai. Também não aborda as disparidades socioeconómicas e o resultante abismo no acesso aos cuidados de saúde, acrescentou.
No geral, as mortes por cancro são 20% maiores nas comunidades mais pobres do país em comparação com as comunidades mais ricas, em parte devido às discrepâncias no acesso aos serviços de saúde, de acordo com um relatório da American Cancer Society. As maiores diferenças nos resultados de cancro entre essas comunidades ocorrem nos tipos da doença mais evitáveis e tratáveis, revelou o documento.
Por exemplo, uma vacina pode prevenir a maioria dos casos de cancro do colo do útero, que é o segundo tipo mais letal em mulheres entre 20 e 39 anos. Duas vezes mais mulheres morrem desse tipo de cancro em zonas de baixa receita em comparação com as zonas de receita mais alta. Ao eliminar essa lacuna no acesso ao tratamento, um estudo estimou que 34% dessas mortes poderiam ser evitadas.
Uma cura para todos os cancros pode não ser uma promessa de campanha realista – mas há medidas que podem ser tomadas para reduzir o impacto do cancro, declarou a professora. Essas etapas incluem a canalização de verbas para a pesquisa, programas que fornecem assistência médica a comunidades carentes e gastos com saúde pública.
“O progresso no tratamento do cancro é incremental”, reforçou, “não deveríamos estar a colocar uma linha de tempo artificial na cura”.
[sc name=”assina” by=”TP, ZAP”]
É o desespero dos Democratas. Perante o sucesso de Trump, na economia, no emprego (incluindo das minorias), na segurança, na fronteira, nas forças armadas, na diplomacia e na evasão aos ataques dos democratas como os casos 'Rússia' e 'Kavanaugh', a solução dos Democratas passa por 'prometer a Lua'. Este Joe Biden e seguidores, bem como a Hillary e a sua seita, é que são um cancro para a América e o mundo. Trump 2020!