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Joe Biden, antigo vice-Presidente dos EUA e e candidato à presidência nas eleições de 2020
O ex-vice-Presidente norte-americano e favorito à nomeação democrata para a Casa Branca, de acordo com as sondagens, foi alvo de ataques dos restantes candidatos democratas, no segundo debate para as presidenciais de 2020.
Joe Biden partilhou o palco do Teatro Fox de Detroit, na segunda noite do debate democrata, com os senadores Kamala Harris e Cory Booker, o autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, e o ex-secretário da Habitação Julian Castro, além de outros cinco aspirantes à nomeação para as primárias do partido.
A primeira parte do debate centrou-se no sistema de saúde, principal preocupação dos norte-americanos. Biden tornou-se alvo das críticas dos restantes intervenientes quando a questão da imigração ilegal se tornou o tema dominante.
Julian Castro, que integrou a administração de Barack Obama, tal como Biden, defendeu a descriminalização da entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, posição que o ex-vice-Presidente rejeitou.
“Nunca tinha ouvido o secretário [Castro], e estivemos juntos em muitas reuniões, a falar nisto”, disse Biden.
“Parece que um dos dois aprendeu as lições do passado e outro não”, respondeu Castro, único latino entre os candidatos democratas, acrescentando ser necessária coragem para a questão da imigração.
“Tenho coragem suficiente para afirmar que o seu plano não faz qualquer sentido“, respondeu Biden.
Neste momento, Blasio criticou o número de deportações de imigrantes ilegais durante o Governo Obama, superior ao do atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante os primeiros dois anos de mandato.
Perante as evasivas do antigo responsável, Blasio perguntou a Biden se tinha feito algo para travar as deportações.
“Eu era vice-Presidente. Não Presidente. Mantenho os meus conselhos privados. Ao contrário de si, que imagino repetirá qualquer coisa dita em privado. Isso não faço”, afirmou Biden, que defendeu políticas migratórias de Obama como a regularização temporária dos jovens migrantes conhecidos como “dreamers”.
Da imigração, os candidatos passaram para o sistema de justiça criminal, um dos pontos fortes da campanha de Booker, contra o número maciço de reclusos no país.
Booker apontou o dedo ao papel de Biden, enquanto senador, na promulgação de uma lei sobre justiça criminal em 1990, considerada agora como a origem do excesso de população prisional, em especial entre as minorias raciais, nos Estados Unidos.
“Todos os problemas de que falamos são problemas que ele criou“, disse Booker, numa referência a Biden, atacado também por posições presentes e passadas sobre alterações climáticas, acordos comerciais, discriminação racial ou aborto.
Por seu lado, Kamala Harris, com bons resultados nas sondagens e que brilhou no primeiro debate, em junho, passou desta vez mais despercebida, tendo sido também atacada pelo congressista Tulsi Gabbard pelo desempenho passado como procuradora-geral da Califórnia.
“Prendeu mais de 1.500 pessoas por infrações relacionadas com marijuana e brincou quando lhe perguntaram se alguma vez tinha fumado marijuana. Bloqueou provas que teriam deixado livres inocentes condenados à morte. Manteve reclusos na prisão além das penas para serem usados como mão de obra para o estado da Califórnia”, acusou Gabbard.
Além de Biden, Harris, Booker, Gabbard, De Blasio e Castro, no debate de quarta-feira participaram os senadores Michael Bennet e Kristen Gillibrand, o governador do estado de Washington, Jay Inslee, e o empresário Andrew Yang.
O segundo debate presidencial democrata terminou na quarta-feira à noite, depois de na terça-feira os restantes dez candidatos, incluindo os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, terem participado na primeira ronda.
Depois de dois debates, com 20 aspirantes à nomeação em cada um, o Partido Democrata tornou mais exigentes os requisitos para participar no terceiro, que se vai realizar em 12 e 13 de setembro, em Houston (Texas).
Até à data, só sete candidatos têm lugar garantido no debate de Houston: Biden, Sanders, Warren, Booker, Harris, o autarca South Bend (Indiana), Pete Buttigieg, e o ex-congressista do Texas Beto O’Rourke.
[sc name=”assina” by=”” url=”” source=”Lusa”]
Parabéns ZAP por expor, pelo menos, partes da verdade.
Há verdades que se querem encobrir para suportar a narrativa de que o sr. Trump é racista, xenófobo, etc.
O sr. Obama deportou muito mais imigrantes ilegais. O sr. Obama defendeu e manteve os chamados 'campos de concentração' para imigrantes ilegais (um perfeito disparate tal alcunha). O sr. Obama por várias ocasiões explicou que as fronteiras têm de ser respeitadas.
Mas, quando dito pela boca do sr. Trump, é racismo e xenofobia, tal como tudo o que ele diz.
Em 2016, tal como agora, a principal estratégia dos Democratas, e da esquerda em geral, é atacar o sr. Trump e demais comservadores om slogans de racismo, sexismo, xenofobia, islamofobia, extrema-direita, etc. A esquerda está cada vez mais alienada da realidade, pondo em risco tudo o que foi construído pelas sociedades ocidentais, e a segurança das populações que dizem representar.
O debate entre os candidatos Democratas foi um perfeito disparate, e o vencedor foi o Sr. Trump, que está cada vez mais perto da reeleição em 2020. Quanto mais ataques infundados lhe fazem, mais forte ele fica. Tem inclusive tido um aumento do apoio por entre as minorias que de facto são americanas, amam o seu país e são acolhidas com amor e respeito por entre os Republicanos. Os Democratas parecem detestar o país e caminharem para a sua destruição, tudo em nome do politicamente correcto e uma infecção pela ideologia Socialista, que tantos estragos fez por todo o mundo.
É preciso ver os factos, ser objectivo e honesto.