Manuel de Almeida / Lusa

Joe Berardo

O empresário madeirense afirmou, esta quarta-feira, que a penhora da sua pensão é um “empréstimo” à CGD e que ainda vai reaver o dinheiro no futuro.

Joe Berardo apresentou à comunicação social, esta quarta-feira, o novo Museu do Azulejo, em Estremoz, no distrito de Évora, que abre ao público este sábado. Segundo a rádio TSF, a obra contou com financiamento comunitário de 2,5 milhões de euros, mas o empresário quis ‘separar as águas’.

“Se fosse assim, o Governo, que tem casos contra ele na Justiça, nunca ia fazer nada. Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, afirmou o empresário, quando confrontado com os processos em tribunal.

Sobre a dívida de 50 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos (CGD), o madeirense afirmou que o advogado o aconselhou a não se pronunciar sobre o tema. Mesmo assim, atirou: “A verdade é como o azeite e há de vir ao de cima”.

De acordo com a mesma rádio, o empresário também mostrou que encara a penhora de um terço da sua pensão por parte da CGD como um empréstimo que ainda vai reaver. “Um dia, quando a verdade vier ao de cima, vão ter de me pagar para trás

. É um empréstimo que estou a fazer à Caixa”.

Na mesma apresentação, Berardo disse: “Eu não tenho nada. Aproveitei a lei que há em Portugal. Dou em vida aos meus filhos e à minha mulher, assim como ela também já me deu a mim e eu a ela. Ela vem de uma família do cacau, eu não”.

O empresário assegura que está disposto a um entendimento de “forma razoável” e que, caso isso não aconteça, caberá ao tribunal decidir. “Quando for o tribunal acho que já não vou estar aqui. Podem ser 20 anos, não é?”, sublinhou.

Recorde-se que as empresas do grupo Berardo têm uma dívida que ascende a mil milhões de euros à CGD, ao Novo Banco e ao BCP.

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