O ministro das Finanças Mário Centeno esteve esta manhã na Assembleia da República para apresentar o plano de Orçamento do Estado para 2016, e deixou duras críticas às políticas de austeridade do Governo social-democrata.
Duarte Pacheco, do PSD, foi o primeiro deputado a questionar Mário Centeno, criticando o processo orçamental e recordando que “não são extraterrestres” quem paga impostos em Portugal.
Mário Centeno retribuiu a ironia: “Bem-vindo à Terra, finalmente. Ao fim de quatro anos chegou aqui e percebeu de facto que este país não é feito de extraterrestres, é feito de portugueses e portuguesas que sofreram as consequências da austeridade cega implementada durante quatro anos”.
O ministro das Finanças acusou o anterior Executivo de “prometer à Comissão Europeia em abril de 2015 um cenário que não se cumpriu e com consequências pra 2016 muito gravosas para o país” e acrescentou que “foi necessário adaptar este Orçamento ao que resulta da execução de 2015”.
Nomeadamente, Centeno atacou de forma cerrada o anterior governo pelos encargos que deixou nas contas públicas deste ano, tendo “empolado artificialmente a receita em 2015”. “De facto, não há milagres depois do Orçamento do ano passado”, ironizou Mário Centeno.
O ministro alegou que o novo OE aposta nos salários e num alívio da carga de impostos diretos. Nesse sentido, “a austeridade entra no princípio do seu fim
quando optamos por promover rendimentos”, disse.Reposição das 35 horas “só tem impacto” para a oposição
Ainda em resposta a Duarte Pacheco, o ministro das Finanças afirmou que “a questão das 35 horas não é uma questão de natureza orçamental neste momento”.
“Só tem impacto nas vossas caras”, completou, dirigindo-se aos deputados da oposição que se mostraram admirados e com comentários paralelos sobre o impacto nas contas do Estado.
O deputado do PSD questionou Centeno sobre o momento da entrada em vigor das 35 horas e para que trabalhadores.
“Querem propor a medida, muito bem, mas expliquem aos portugueses como é que a pretendem aplicar. Não é o ministro dizer uma coisa, o primeiro-ministro uma segunda e o secretário de Estado uma terceira”, disse o deputado social-democrata.
A reposição das 35 horas, afirma o ministro, “é objetivo do Governo e vai ser alcançado sem aumento dos custos globais com pessoal”. Centeno acrescentou ainda que “não há um único estudo sobre o impacto das 40 horas na Administração Pública”, medida introduzida pelo Executivo de Passos Coelho.
ZAP
Pois o senhor Centeno esqueceu-se da razão porque o anterior governo foi obrigado a aplicar tal politica e já deve mesmo estar esquecido porque motivo a troika cá esteve, também está a tentar disfarçar porque motivo ele próprio vai ainda aplicar mais austeridade encima da já existente, tentando sacudir a carga negativa da sua politica contrária ao prometido acaba por atacar aqueles que já nada têm a ver com as asneiras agora feitas.