A diretora de serviços do Centro Paroquial de Paderne, em Melgaço, distrito de Viana do Castelo, vai esta ser constituída arguida no âmbito de um processo em que poderá ser acusada de propagação de doença contagiosa.
A notícia é avançada esta segunda-feira pelo Jornal de Notícias, tendo sido entretanto confirmada pelo jornal Público junto de fonte da GNR de Viana do Castelo.
Em causa está uma atividade levada a cabo pelo lar na Páscoa. Trata-se do habitual “beijar da cruz” desta época de celebração, promovido pela instituição e com a participação de 17 idosos. O crucifixo foi dado a beijar as pessoas, sendo desinfetado após cada contacto.
Na altura, foi partilhado nas redes sociais um vídeo do momento, no qual era possível ver os idosos a beijarem a cruz. Acabou por ser apagado das redes sociais após a polémica.
Ao Público, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo precisou que o processo teve início após o domingo de Páscoa.
O lar de Paderne não foi caso único. O lar do Centro Social de Freiriz, em Vila Verde, distrito de Braga, organizou um atividade semelhante para os seus utentes.
No caso de Vila Verde, as imagens foram divulgadas em direto na página de Facebook do Centro Social de Freiriz e depois disseminadas pelo jornal local Semanário V.
No vídeo podem-se ver vários idosos a beijar a cruz sem máscara e uma das funcionárias do lar chega mesmo a afastar a máscara da boca, para repetir o gesto. Também há, pelo menos, um idoso que se recusa a beijar a cruz.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 566 mil mortos e infetou mais de 12,79 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP.
Em Portugal, morreram 1.660 pessoas das 46.512 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
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E muito bem!
Esses fanáticos religiosos são um perigo porque vivem alienados num mundo à parte e não tem noção da realidade!!