O bebé que morreu no hospital da Guarda, há cerca de um mês, estava vivo quando a mãe deu entrada nas Urgências de Obstetrícia. A confirmação é dada pelos registos cardíacos do feto que já estão na posse do Ministério Público.
Inicialmente, avançou-se que tinham desaparecido os exames que poderiam confirmar se o bebé estava vivo ou não, quando a mãe deu entrada nas Urgências do Hospital da Guarda, a 16 de Fevereiro passado.
Mas, afinal, esse exame refere-se aos registos cardíacos do feto registados na véspera, conforma adianta o Jornal de Notícias
.Este diário refere que os resultados do exame feito pela grávida no dia em que se confirmou a morte do bebé constam da caderneta pessoal da mulher de 39 anos e que já estarão na posse do Ministério Público.
O JN acrescenta que este último registo comprova que o bebé estava vivo quando a mulher deu entrada nas Urgências.
O MP terá agora que confirmar se o feto poderia ter sobrevivido se a mãe tivesse recebido assistência médica de imediato.
A SIC Notícias adianta que a mulher esperou uma hora e meia para ser assistida.
Para confirmar esta suposta demora na assistência, o MP deverá ouvir Nikky Santos e Sérgio Ferreira, um casal que se cruzou com a grávida, na sala de espera das Urgências, naquele fatídico dia, e que já garantiu à comunicação social ter sido atendida primeiro, apesar de estar em causa apenas uma consulta de internamento.
O MP estará, entretanto, ainda à espera do relatório final da autópsia ao feto e de um parecer médico do Instituto de Medicina Legal (IML) para poder retirar algumas conclusões.
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Parece-me que, para morrer, ainda é necessário estar vivo!...
Portanto, se o bebé morreu no hospital, teria que lá ter chegado vivo!...