tavallai / Flickr

Os filtros dos cigarros espalhados pelas ruas das cidades podem ter os dias contados. Um grupo de cientistas descobriu uma forma de os reutilizar de maneira a proteger o meio ambiente.

Investigadores da Coreia do Sul acreditam conseguir converter as beatas dos cigarro num material que pode ser utilizado para revestir os eléctrodos dos supercapacitadores – os componentes com capacidade para armazenar grandes quantidades de energia eléctrica – e depois ser usado por computadores, veículos eléctricos e turbinas eólicas.

Os cientistas defendem que o desempenho deste material é ainda melhor que o grafeno e os nanotubos de carbono, disponíveis comercialmente e actualmente usados para o mesmo efeito.

Citado pelo Daily Mail, Jongheop Yi, co-autor do estudo e professor da Universidade Nacional de Seul, explica que a pesquisa “demonstra que os filtros dos cigarros utilizados podem ser transformados num material de alta performance à base de carbono, utilizando um simples processo, ao mesmo tempo que oferece uma solução verde para satisfazer as necessidades energéticas da sociedade “.

“Muitos países estão a desenvolver normas rígidas para evitar os triliões de filtros tóxicos e não biodegradáveis, que são descartados no meio ambiente a cada ano”, revela o cientista, que acrescenta que  “o nosso método é apenas um das formas de atingir esse objectivo”.

No estudo, os investigadores coreanos descobriram que as fibras de acetato de celulose que compõem os filtros dos cigarros podem ser transformadas em material à base de carbono, através de uma técnica de combustão chamada pirólise. O resultado é um material com um número considerável de pequenos poros, que aumenta a sua performance como supercapacitador.

Todos os anos, cerca de 5,6 triliões de cigarros utilizados são atirados para as ruas – o equivalente a 766.571 toneladas de beatas no chão.

CG, ZAP