David Farley, jornalista da BBC, conta num artigo publicado no site do canal britânico como os peixinhos da horta, a receita tipicamente portuguesa que se faz com feijão verde frito, depois de envolvido num polme feito com farinha, ovo e água, inspiraram o famoso “tempura” japonês.
Os peixinhos da horta “mudaram a história da comida”, escreve o jornalista, notando que os japoneses adoptaram a “tempura” como a base da sua culinária, depois de terem descoberto a receita portuguesa, levada pelos nossos navegadores, os primeiros europeus a chegarem ao arquipélago.
“Os japoneses herdaram o prato de nós e tornaram-no melhor”, diz na BBC o chef português José Avillez
.Mas, para lá, dos peixinhos da horta, há influências portuguesas em muitos outros países, o que leva Farley a concluir que “a cozinha portuguesa, ainda muito ofuscada pelas cozinhas de Itália, Espanha e França, pode ser a cozinha mais influente do planeta“.
O jornalista cita a presença portuguesa na Índia e nota como a nossa carne de vinha d’alhos inspirou o vindaloo indiano.
Também refere influências nas cozinha de Malásia, China, Moçambique, Angola e Cabo Verde e no Brasil, claro está, sublinhando que a famosa feijoada à brasileira se inspirou na culinária minhota.
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Como ideia para ajudar a resolver este injusto problema (desconhecimento pelo estrangeiro de tudo o que é português), proponho uma quarentena na secretaria de estado da cultura e também no turismo no que diz respeito a verbas com um corte radical das mesmas internamente direccionadas e durante alguns anos em divulgação estudada e sábia pelo mundo que nos interesse. Evitávamos assim o vexame de contìnuamente ouvir falar só de bacalhau e vinho do porto. Só comemos bacalhau,bebemos vinho do porto. E tudo isto...ao sol.