Pedro Nunes / Lusa
Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra
O presidente da Câmara de Sintra revelou ter sofrido “pressões ao mais alto nível” para autorizar Madonna a filmar parte de um novo videoclipe com um cavalo no interior da Quinta Nova da Assunção, em Belas.
Numa entrevista ao semanário Sol
, Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra, abordou vários temas da atualidade nacional, desde a situação do CDS aos resultados das eleições Europeias, passando até pelo recente episódio com Madonna.Recorde-se que, em março deste ano, a cantora norte-americana, que está a viver em Lisboa há alguns meses, foi notícia por querer levar um cavalo para o interior da Quinta Nova da Assunção, na vila de Belas, onde esteve a filmar parte de um novo videoclipe.
A Câmara Municipal de Sintra não autorizou que a chamada “Rainha da Pop” levasse o animal para o interior da propriedade, que pertence à autarquia, evocando “motivos de segurança” para preservar o palacete.
De acordo com o autarca, agora na entrevista citada pelo Observador, a artista tentou cunhas ao mais alto nível para conseguir pôr o cavalo dentro do palácio em questão.
“A Madonna quis ir à Quinta Nova da Assunção, que tem um palácio que está a ser recuperado com um custo de 200 mil euros”, contou Basílio Horta ao semanário. Na altura, quando a cantora quis filmar na quinta foram-lhe dadas “as facilidades todas”, indicando que os responsáveis do município ficaram “muito contentes” por a receber.
“A certa altura, quis pôr um cavalo dentro do palácio, seguindo pela entrada para um salão. Um cavalo tem 300 ou 400 quilos e estaria em cima de um chão de madeira do século XIX, que tem uma almofada de ar por baixo. Chegámos ao ponto de fazer um estudo para saber o impacto que tinha o cavalo e é verdade que estragava todo o soalho. Portanto foi impossível que a senhora visse o seu pedido satisfeito”.
“A senhora levou a mal e irritou-se”, detalhou ainda o autarca, respondendo afirmativamente, quando questionado pelo jornal se teria sofrido algum tipo de pressões: “Tentaram. Ao mais alto nível”.
Na altura, o Gabinete do presidente da Câmara confirmou que os funcionários de Madonna tentaram pressionar a autarquia a mudar de opinião, tendo dito até que “iam falar com o primeiro-ministro”.
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Ah, grande HOMEM.
A subserviência fica bem aos tapetes.
O "mais alto nível", neste caso, foi o das minhocas (e há por aí tantas...)!