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Feliciano Barreiras Duarte, secretário-geral do PSD

O secretário-geral do PSD apresentou, este domingo, a demissão do cargo ao líder do partido, numa decisão que diz ser “irrevogável”.

Num comunicado enviado às redações esta tarde, Feliciano Barreiras Duarte anunciou aquilo que há muito já se estava à espera: a sua demissão.

“Face à violência inusitada dos ataques e aos efeitos para mim e a minha família atingimos o limite e por isso apresentei ao presidente do meu partido o pedido irrevogável de demissão, tão irrevogável que já está concretizado, de secretário geral PSD”, pode ler-se na nota citada pelo Observador.

O agora ex-secretário-geral do PSD teve uma “semana complicada” e a imprensa já tinha avançado que Rui Rio estava à espera que Barreiras Duarte tomasse iniciativa de se demitir até este domingo.

Depois dos problemas com o currículo, conhecidas durante a semana, a nova polémica estalou este sábado, quando o Observador deu a conhecer que, durante os dez anos como deputado, entre 1999 e 2009, o secretário-geral do PSD usou a casa dos pais, no Bombarral, como a sua morada fiscal, apesar de viver em Lisboa. Desta forma, o subsídio de transporte e ajudas de custo eram calculados como se vivesse no distrito de Leiria.

Antes, o Sol levantou suspeitas de que Barreiras Duarte teria falsificado o seu currículo oficial, no qual incluiu nas notas biográficas o estatuto de visiting scholar da Universidade da Califórnia, em Berkeley, na qual nunca esteve.

No dia seguinte, o Observador revelou que o secretário-geral do PSD também teria mentido na tese de mestrado em Direito, na Universidade Autónoma de Lisboa, no qual usou o mesmo falso estatuto de professor convidado na universidade norte-americana.

Com a saída de Barreiras Duarte, a direção do PSD terá de propor um novo secretário-geral ao conselho nacional, o órgão máximo do partido entre congressos, que convocará uma reunião para a votação secreta.

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