José Sena Goulão / Lusa

A banca nacional facturou 1,62 mil milhões de euros em comissões líquidas, pagas pelos clientes, desde Janeiro até Setembro de 2017. Um valor que reflecte uma subida de 5,7% relativamente a 2016.

Estes dados são avançados pelo Jornal de Notícias que aponta que BCP, CGD, Santander Totta, Novo Banco, BPI e Montepio amealharam mais 90 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 do que no mesmo período, no ano passado.

Em 2016, estes bancos tinham arrecado 1,53 mil milhões de euros em comissões, durante os primeiros nove meses do ano, segundo os dados do JN. Em 2017, facturaram de Janeiro a Setembro 1,62 mil milhões de euros, de acordo com a mesma fonte.

Estes resultados reflectem, em grande parte, as revisões efectuadas pelos Bancos nos preçários das comissões cobradas aos clientes pelos diversos serviços que prestam.

Nos últimos meses, quase todos os Bancos procederam a aumentos no preço destas comissões, alegando que têm que o fazer para conseguirem gerar lucros.

O Montepio Geral revela a maior subida nas comissões líquidas recebidas, com um aumento de 19,3%, para os 83,9 milhões de euros, refere o JN, notando que o banco explica estes resultados com “o impacto favorável da adequação do preçário à proposta de valor do grupo e da maior dinâmica de negócio”.

O Novo Banco registou um aumento de 12% nas comissões, situando-se nos 231,1 milhões de euros, e no BPI a subida foi de 9,1%, para os 216 milhões de euros.

Na Caixa Geral de Depósitos verificou-se uma subida de 1,8% para os 342 milhões de euros, mas este valor “ainda não reflecte totalmente o agravamento das comissões que entrou em vigor em Setembro”, lembra o JN.

O Santander Totta conseguiu 248,9 milhões de euros em comissões, o que constitui um aumento de 4,7%.

Já o BCP anunciou uma descida de 1,6% no valor das comissões cobradas, situando-se nos 337,7 milhões de euros.

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