O constitucionalista Bacelar Gouveia estará a ser investigado por corrupção. Segundo a revista Sábado, é suspeito de facilitar a atribuição de doutoramentos a alunos PALOP a troco de contrapartidas. Contrapartidas estas que, de acordo com a TVI, seriam diamantes. O advogado diz nunca ter sido ouvido pelo MP.
O professor universitário Bacelar Gouveia está a ser investigado por suspeitas de ajudar a facilitar a atribuição de doutoramentos a alunos de alguns Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a troco benefícios materiais.
De acordo com a revista Sábado, as suspeitas sobre o constitucionalista remontam ao processo “Tutti-Frutti”, quando a Polícia Judiciária intercetou conversas telefónicas entre Bacelar Gouveia e o antigo deputado do PSD Sérgio Azevedo, seu aluno na Universidade Nova e a preparar um doutoramento.
A TVI acrescentou que entre as supostas contrapartidas ao professor universitário, estarão “diamantes”. A investigação do Ministério Público terá tido início em escutas telefónicas efetuadas a Sérgio Azevedo. Contudo, à revista, Bacelar Gouveia garantiu nunca ter sido ouvido pelo Ministério Público sobre estes factos.
O anúncio da investigação, que não foi confirmada pela Procuradoria-Geral da República, surge numa altura em que Bacelar Gouveia é candidato a juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, enquanto jurista de mérito.
O processo Tutti-Frutti remonta a 2017. Carlos Eduardo Reis, antigo conselheiro nacional do PSD, é o principal suspeito. No centro da operação estão adjudicações superiores a um milhão de euros de juntas de freguesia de Lisboa a militantes do PSD e PS.
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Se isto é verdadeiro, então ele possui currículo suficiente para ombrear com o conjunto do ELENCO dos que dirigem cá o Burgo...