Médicos legistas pediram novos exames, depois da primeira autópsia não ter permitido ainda determinar a causa da morte do jovem de 20 anos.

A investigação à morte de Joel Rafael, estudante universitário que na passada sexta-feira faleceu depois de uma rixa junto à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, poderá vir a sofrer uma nova reviravolta.

Segundo o jornal Público, o primeiro resultado da autópsia, realizada no sábado, permitiu concluir que as lesões provocadas pela queda não terão sido a causa da morte do jovem.

Ainda não foi possível determinar o motivo que levou à morte do jovem de 20 anos, natural de Baião, por isso, os médicos legistas pediram exames complementares e encontram-se à espera dos resultados.

O Instituto de Medicinal Legal confirmou ao jornal que, depois da autópsia, foram pedidos exames de histologia, química e toxicologia, sendo estes dois últimos habitualmente pedidos para detetar a presença de álcool e de drogas.

Por outro lado, o primeiro exame é pedido em casos em que os especialistas ponderam a hipótese de uma eventual malformação congénita ter estado na origem da morte.

Recorde-se que, logo depois da morte do estudante, que esteve envolvido numa rixa com outro grupo perto das imediações da FEUP, a imprensa avançou que Joel teria sido espancado até à morte.

Posteriormente, os investigadores da Polícia Judiciária afastaram essa tese e concluíram que a morte teria sido, afinal, provocada por uma queda acidental.

Neste caso, segundo o Público, a própria PJ já tinha admitido a possibilidade de o jovem ter sofrido uma doença súbita, uma vez que as imagens de videovigilância da faculdade mostraram que o jovem caiu desamparado sem tentar virar-se ou apoiar-se.

ZAP