Uma análise do Bank of America Merrill Lynch revelou que cerca de 800 milhões de empregos podem desaparecer em todo o mundo até 2035. Esse resultado deve-se à diminuição do custo de automatização.

Segundo noticiou o Inverse, houve uma redução de 27% no custo de automatização entre 2005 e 2014, algo que prevêem diminuir mais 22% até 2025.

De acordo com os analistas, os robôs estão a executar cada vez melhor determinadas tarefas, o que também potencia crescimento da automatização. Indicaram igualmente que as “tarefas de escritório e do setor de serviços” serão cada vez mais automatizadas.

Contudo, existem questões geopolíticas que devem ser consideradas, sublinharam, afirmando que a China está preparada para superar os Estados Unidos (EUA) nessa área.

“Acreditamos que a atual guerra comercial passará para uma guerra tecnológica na década de 2020, que verá uma nova disputa entre os EUA e a China para alcançar superioridade nacional em tecnologia a longo prazo no que diz respeito à computação quântica, ‘big data’, 5G, inteligência artificial, veículos elétricos, robótica e cibersegurança”, escreveram.

Este não é o primeiro relatório a prever o perda de emprego em prol das máquinas. Em 2017, um estudo do McKinsey Global Institute mostrou que 800 milhões de empregos poderiam ser perdidos até 2030. O relatório indicava que mais de 70 milhões de empregos poderiam ser perdidos somente nos EUA.

Embora seja importante prestar atenção a esse tipo de previsão, também é importante lembrar que, geralmente, estão erradas, frisou o Inverse. “A automatização terá um grande impacto nas economias de todo o mundo, mas não saberemos exatamente quão grande será o impacto até que este ocorra”, lê-se ainda no artigo.

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