Miguel A. Lopes / Lusa

O presidente do PSD, Rui Rio

Rui Rio foi reeleito presidente do PSD este sábado, mas tem pela frente vários desafios. O maior deles todos serão as autárquicas de 2021 que vão ditar muito do seu futuro político. 

Rui Rio mostrou-se disponível para unir o partido, mas colocou em cima da mesa as suas condições: “seriedade e lealdade”. Além disso, avisou que, ao contrário de há dois anos, vai avançar com uma lista própria, sem apoiantes de Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz.

Os dois ex-candidatos poderão influenciar a maioria do Conselho Nacional, mas terão de mobilizar as suas tropas no congresso de 7 a 9 de fevereiro para eleger os seus representantes naquele órgão máximo entre congressos. Ainda assim, fontes próximas do líder disseram ao Diário de Notícias que é pouco provável que as tropas de Montenegro e Pinto Luz abram uma nova frente de guerra a Rio.

No mesmo congresso, poderá também ficar a saber-se quem Rui Rio escolhe para o substituir na direção do grupo parlamentar, sendo o nome mais falado o de Adão Silva, vice-presidente da bancada social-democrata.

Para já, o desafio que Rui Rio tem para frente é o debate do Orçamento do Estado para 2020, depois de ter anunciado o voto contra. Neste âmbito, o social-democrata prometeu que a sua bancada não irá desvirtuar a proposta de Orçamento e tem-se comprometido apenas com uma medida: a redução do IVA para eletricidade.

Mas “estes desafios são pequenos se comparados com os que terá pela frente nas urnas”, disse ao DN uma fonte social-democrata, referindo-se às regionais dos Açores

desde ano,  cujo candidato do partido é o vice-presidente José Manuel Bolieiro.

No entanto, a verdadeira prova de fogo trava-se em 2021. Se perder nos Açores este ano, ninguém lhe levará a mal, dado que as eleições autárquicas têm um maior peso de responsabilidade.

Rui Rio estabeleceu como meta mais câmaras e mais mandatos autárquicos, sabendo que é quase impossível passar à frente do PS nessa corrida eleitoral. Em 2017, os socialistas conseguiram 159 municípios e os sociais-democratas apenas 98, e as duas maiores câmaras, Porto  Lisboa, não são do PSD.

Desta forma, uma das maiores metas apontadas pelo líder social-democrata é a conquista da Câmara de Lisboa. O nome de que se faça para encabeçar a lista do partido é a de Filipa Roseta, que liderou a lista de candidatos à Assembleia da República nas legislativas de outubro.

“As eleições autárquicas são absolutamente determinantes para o futuro político de Rio, mas também do PSD”, sublinha a mesma fonte, ouvida pelo matutino.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]