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Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia

A Comissão Europeia alertou que o aumento extraordinário das pensões e o alargamento dos critérios de acesso à reforma antecipada têm “efeitos nocivos” para as contas da Segurança Social.

“Tendo em conta os efeitos nocivos [para o saldo da Segurança Social] das medidas recentemente adotadas, e a crescente pressão exercida pelo envelhecimento demográfico, conjugados com uma ausência de medidas compensatórias com efeito de melhoria do saldo, existe o risco de que a melhoria conseguida a nível do saldo da Segurança Social tenha sido meramente cíclica”, indicou a Comissão Europeia no relatório de avaliação a Portugal no âmbito do semestre europeu.

Segundo noticiou o ECO, a Comissão Europeia apontou ainda motivos de preocupação no setor da saúde, sublinhando que o fim das taxas moderadoras nos centros de saúde vai prejudicar contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no futuro. “A sustentabilidade financeira do sistema de saúde continua a ser motivo preocupação”, lê-se no relatório.

Em dezembro, o executivo comunitário identificou 13 Estados-membros mereciam ser alvo de “análises aprofundadas” por apresentarem desequilíbrios económicos.

Portugal voltou a constar da lista, ao lado da Alemanha, da Croácia, de Espanha, da França, da Holanda, da Irlanda, da Roménia e da Suécia. O Chipre, a Itália e a Grécia estão identificados como países com “desequilíbrios excessivos”. A Bulgária foi o único a não ver apontado qualquer desequilíbrio.

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