O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, disse que o aumento extra de dez euros nas pensões até 658,2 euros já está fechado, faltando agora acertar o mês a partir do qual este valor será pago.
Em entrevista ao jornal Eco, que será publicada na integra esta sexta-feira, Duarte Cordeiro afirma que o Orçamento do Estado para 2020 vai contemplar um aumento extraordinário de dez euros para as pensões até 658,2 euros.
O Governo já transmitiu aos partidos que utilizará em 2020 o modelo adotado em anos anteriores. “Sinalizámos que iria haver um aumento extraordinário de pensões, em termos semelhantes ao que ocorreu no passado. Ficámos de fechar os detalhes, nomeadamente a partir de que momento esse aumento acontecia”.
Duarte Cordeiro explica que o valor já está fechado, mas que faltam ver detalhes, que devem ser acertados no debate do OE2020 na especialidade. “São os dez euros. Mas ainda a fechar o período a partir do qual ocorria. Não foi igual todos os anos. Houve variações. Ficámos de concretizar a forma como ela poderia ser efetuada neste Orçamento”.
Deste aumento extra, recorda o Eco, beneficiarão as pensões até 1,5 IAS (Indexante de Apoios Sociais), o que corresponde este ano a 658,2 euros.
Os antigos parceiros do Governo – Bloco e PCP – entregaram propostas de alteração ao OE2020 que visavam o aumento extra de dez euros nas pensões. Os comunistas pedem um aumento de dez euros para todas as pensões.
“As pensões mais baixas (até 877,6 euros) têm este ano um aumento automático de 0,7%. As que se encontram entre 877,6 euros e 2.632,8 euros têm uma atualização de 0,2% e as restantes ficam estagnadas”, escreve ainda o jornal de economia.
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A VIGARICE DAS REFORMAS
Anuncia-se aumentos, mas esconde-se os "desaumentos".
Há muito que venho constatando que as reformas mais baixas são mais elevadas do que o que deveriam ser. Isso acontece porque são as que vão tendo aumentos, o que não tem acontecido com outras, traduzindo-se numa injustiça para muitos reformados.
Muitas dessas reformas beneficiadas com aumentos são de trabalhadores que, enquanto no activo, descontaram o mínimo ou mesmo fugiram ao desconto que a lei impunha. Agora continuam a beneficiar de aumentos porque a reforma é baixa.
Na Função Pública não se escapava à fuga aos descontos para a C. G. A., mas os reformados não sentem a devida compensação por isso. Há gente na F. P. que descontou muito mais que trabalhadores privados descontaram, mas tem reformas equivalentes. Há casos aberrantes que os Governos não querem ver.
Há muitos casos de F. P. que se devotaram com empenho e responsabilidade durante uma vida inteira de trabalho ininterrupto, às vezes sabia Deus com que sacrifício, doentes, mas sem poderem faltar, porque estavam à frente de organismos que tinham de funcionar a 100%. E no entanto têm reformas líquidas de SETECENTOS E QUARENTA E TRÊS euros.
Vivemos num país em que não vale a pena grande esforço. O que conta é "saber-se viver".