Tiago Petinga / Lusa

O PS quer descongelar o valor das pensões até 629 euros e repor os salários da Função Pública até ao final de 2016, medidas que vão custar ao Estado quase 500 milhões.

Estes são dois dos compromissos que serão levados a cabo pelo PS, caso consiga formar novo Governo, mas que poderão custar aos cofres do Estado mais de 500 milhões de euros.

Relativamente ao valor das pensões mais baixas, o Partido Socialista quer uma atualização das mesmas, o que significa que as pensões até 629 euros serão aumentadas em 0,3%, que correspondem à inflação esperada para novembro, avança o Expresso.

Este valor, 33 milhões de euros superior ao inicialmente previsto no programa eleitoral dos socialistas, custará ao Estado um total de 66 milhões de euros em 2016. O custo desta medida poderá fazer aumentar a despesa do Estado para 360 milhões de euros em 2017.

A juntar a estas contas está ainda a reposição dos salários da Função Pública até outubro do próximo ano, aumentos esses que serão faseados a 25% ao trimestre, de acordo com informações apuradas

pelo mesmo jornal.

Esta reposição será bem mais apressada do que a proposta do Governo anterior, tendo um custo de mais 250 milhões do que a inicialmente apresentada por Passos Coelho.

Enquanto que a proposta da coligação teria um custo acrescido com salários de 200 milhões de euros, a medida do PS mais do que duplica para os 450 milhões.

Assim sendo, os salários estarão integralmente repostos em 2017, custo suportado pelo Estado que será de mais 350 milhões de euros face ao ano anterior.

No total, durante os três anos – respetivamente os 200 milhões gastos em 2015, 450 milhões em 2016 e 350 milhões em 2017 – a reposição poderá custar mil milhões aos cofres públicos.

ZAP