Rodrigo Antunes / Lusa

Há escolas em que a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) está a juntar alunos de turmas diferentes, violando assim as recomendações das autoridades por causa da pandemia e pondo em causa o sistema “bolha”. 

Em declarações ao Jornal de Notícias, que avança a notícia esta quarta-feira, os presidentes de associações de diretores escolares Manuel Pereira (ANDE) e Filinto Lima (ANDAEP) explicam que como há poucos alunos a escolher esta disciplina opcional e como o Ministério da Educação só atribui professores a turmas com pelo menos dez alunos inscritos, as escolas estão a juntar alunos de várias turmas para as aulas em questão.

Apesar de contrariar as indicações do Ministério da Educação, que recomendou a criação de turmas isoladas, as chamadas “turmas bolha”, os responsáveis dizem que os encarregados de educação não se queixaram porque “confiam nas escolas”.

Filinto Lima diz ainda que as escolas se tem esforçado para fazer com que esta disciplina seja lecionada em salas maiores, garantindo um maior distanciamento entre os alunos.

Ao Jornal de Notícias, fonte oficial do Ministério liderado por Tiago Brandão Rodrigues justificou: “A dimensão das turmas que resultam da junção é, na generalidade dos casos, menor do que nas restantes turmas (….) Além disso, também tem havido o cuidado de dar a aula no início ou no final do dia, para evitar “furos”.

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