Mathieu Magnaudeix / Twitter

Homens fortemente armados atacaram a sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em pleno centro de Paris. 12 pessoas terão morrido, entre as quais dois polícias.

Os detalhes do incidente, que ocorreu nesta quarta-feira de manhã, ainda não são inteiramente conhecidos, mas os média falam em várias vítimas mortais.

O jornal Le Figaro cita fontes policiais para referir que há, pelo menos, 12 mortos e uma vintena de feridos, quatro dos quais entre a vida e a morte. Dois polícias estarão entre as vítimas mortais.

Os relatos indicam que o jornal foi atacado por dois homens, munidos com armas de guerra, que terão disparado vários tiros no hall de entrada do jornal, deixando um rasto de violência na fuga do local.

Há fotos divulgadas nas Redes Sociais que dão conta dos tiros das balas em viaturas da polícia e em vidros de lojas da zona.

Uma imagem publicada no Twitter da jornalista do Le Monde Elise Barthet mostra o alegado momento em que os dois atacantes fugiram, atirando antes sobre uma viatura da polícia.

Elise Barthet / Twitter

Alguns funcionários do jornal conseguiram refugiar-se no telhado do edifício, conforme se pode ver em algumas fotos divulgadas no Twitter.

O canal I-Télé divulgou um vídeo gravado nesse local, enquanto as pessoas se escondiam dos homens armados.

O Charlie Hebdo já foi vítima de ameaças no passado, nomeadamente em 2012, a propósito da publicação de caricaturas do Profeta Maomé. A sede do jornal foi alvo de uma tentativa de incêndio nessa altura.

Poucas horas antes do ataque desta quarta-feira, o Charlie Hebdo publicou no seu Twitter uma caricatura do líder do Estado Islâmico Al-Baghdadi. Mas não se conhecem ainda as motivações dos atacantes.

Os responsáveis pelo ataque continuam em fuga e Paris está em estado de “alerta atentados”. As autoridades estão também a efectuar vigilância especial aos demais jornais da capital francesa.

“A França está perante um choque”, declarou o presidente francês François Hollande, que já esteve no local do tiroteio. O líder do país não duvida de que se trata de “um atentado” e pede aos franceses que se unam neste momento trágico.

SV, ZAP