(dr) Universal Studios

Imagem retirada do filme E.T. (1982) de Steven Spielberg

Dois conceituados astrónomos declararam esta sexta-feira, ao Congresso dos Estados Unidos, ser quase certa a existência de vida noutros planetas, e pediram a continuação do financiamento na pesquisa de vida extraterrestre. Mas quão certos estarão de que não estamos sozinhos no Universo?

Dan Werthimer, director do SETI (pesquisa de inteligência extraterrestre), da Universidade da Califórnia, disse ao comité do Congresso que a probabilidade de existirem extraterrestres está «perto dos 100 por cento».

No seu apelo à Comissão sobre Ciência, Espaço e Tecnologia, citado pela ABC News, Wethimer explica: «Nos últimos 50 anos, as provas têm apontado para o facto de os componentes e as condições que acreditamos necessárias para a vida serem comuns, e talvez ubíquas, na nossa galáxia».

«Seria esquisito se estivéssemos sozinhos», disse. E, apelando à continuação do financiamento de pesquisa por vida extraterrestre, acrescenta: «A possibilidade de a vida ter surgido noutros lugares, e talvez inteligência avançada, é plausível

e merece investigação científica».

Werthimer afirma não pretender defender a chegada de formas de vida alienígenas. Pelo contrário, o astrónomo considera que se devem «receber os sinais e ver o que está lá fora». Na sua opinião, «nós devíamos apenas estar atentos e ouvir».

Seth Shostak, astrónomo sénior do Instituto SETI, defendeu no Congresso que as hipóteses de encontrar extraterrestres «são boas e deve acontecer em 20 anos, dependendo do financiamento».

Não obstante, os dois astrónomos concordam num ponto: não houve visitas de extraterrestres. «Não me parece que isso fosse algo que os governos conseguissem manter em segredo», afirmou Shostak. «Se os extraterrestres andassem realmente aqui, acho que todo o mundo teria conhecimento».

CG, ZAP