JPL-Caltech / UCLA / NASA
Uma equipa internacional de astrónomos detetou um planeta fora do Sistema Solar mais quente do que a maioria das estrelas – embora mais frio do que o nosso Sol. Segundo um estudo publicado na revista Nature, é o planeta mais quente conhecido no Universo.
O exoplaneta gigante gasoso KELT-9b é quase três vezes maior do que Júpiter, mas menos denso do que o maior planeta do Sistema Solar, e orbita a estrela maciça KELT-9, localizada a 650 anos-luz da Terra, na constelação do Cisne.
KELT-9b tem uma temperatura diurna que pode chegar aos 4.323,85ºC, sendo por isso mais quente do que a maioria das estrelas. Em relação ao Sol, é mais frio em 926,8ºC, destaca em comunicado a Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.
Segundo o estudo publicado esta segunda-feira na revista “Nature”, e em cuja lista de contributos se inclui a do astrónomo amador português João Gregório, a radiação ultravioleta emitida pela KELT-9 é tanta, que o planeta pode estar a evaporar-se, a tal ponto que o planeta tem uma cauda de gás brilhante, como a de um cometa.
“É um planeta, segundo as definições típicas baseadas em massa, mas a sua atmosfera é diferente da de qualquer outro planeta que já vimos até agora, devido à sua temperatura durante o dia”, explicou Scott Gaudi, professor de astronomia da The Ohio State University e co-autor do estudo.
JPL-Caltech/R. Hurt (IPAC) / NASA
Conceito de artista do sistema KELT-9, com a sua estrela oblíqua super-quente (esq.) e KELT-9b, o planeta mais quente conhecido no Universo (dir.)
O facto de o KELT-9b ser extremamente quente, no lado que está iluminado, e de estar a ser continuamente bombardeado pela radiação estelar
, não permite a formação de moléculas de água, dióxido de carbono e metano, elementos associados à vida.A razão de o planeta ter uma temperatura tão elevada é o facto de a sua estrela, KELT-9, ter mais do dobro do tamanho do Sol e ser quase tão quente como o Sol. Dada a proximidade entre a órbita do planeta e a estrela, o KELT-9b poderá vir a ser ‘engolido’ pela estrela se esta se expandir.
O KELT-9b foi descoberto pelo método de trânsito, que deteta uma variação da luz causada por um planeta quando transita diante da sua estrela hospedeira, com o auxílio do telescópio KELT-Norte, do Observatório Winer, no Arizona, nos Estados Unidos.
Devido ao seu período extremamente curto, à sua órbita quase polar e ao facto de a sua estrela ser oblíqua em vez de esférica, os especialistas calculam que o planeta ficará fora de visão em cerca de 150 anos – e não voltará a estar visível até daqui a 3500 anos.
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O pessoal desse planeta é que deve ter um bronze