A Wikileaks, a organização fundada por Julian Assange, enviou aos órgãos de comunicação social uma lista de “falsidades” que eles não devem repetir.
Julian Assange não colaborou com os serviços secretos russos, não é anti-americano, não falou com amigos de Donald Trump para prejudicar Hillary Clinton durante a campanha presidencial de 2016, nem roubou emails do diretor de campanha de Hillary, John Podesta.
Em relação à campanha presidencial de Emmanuel Macron em 2017, Assange também não fez nada de semelhante.
Além disso, Julian Assange não tem problemas de asseio, não cheira mal, não come com as mãos, não anda em cuecas pela embaixada onde se refugiou, não dorme num armário nem debaixo de umas escadas, não branqueia o seu cabelo, não maltrata animais, não bebe demasiado e não é racista.
Segundo o Expresso, estes são alguns dos pormenores que constam numa lista confidencial que a Wikileaks enviou agora aos órgãos de comunicação social. A lista enumera 140 pontos que a organização fundada por Assange considera serem ideias “falsas e difamatórias
“.Ao longo dos últimos anos, estas ideias têm surgido nos media. Assim, e sendo que a situação pessoal de Assange não permite que este se defenda, a organização afirma que os jornalistas devem ter cuidado quando escrevem sobre ele.
De acordo com o matutino, vários comentadores apontaram o aspeto mais paradoxal da lista: o facto de a organização criada para divulgar informação confidencial queira ela própria impor condições confidenciais aos meios de comunicação social que escrevem sobre Julian Assange.
Assange foi acusado de crimes sexuais na Suécia e detido no Reino Unido em 2010. Quando os tribunais desse país decidiram que ele devia ser extraditado, entrou na embaixada do Equador e não saiu de lá até hoje.
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Julian Assange é um verdadeiro herói! Um homem corajoso que enfrentou (e continua a enfrentar) poderes instalados, denunciando crimes de corrupção e crimes contra a humanidade. São muitos os políticos ao mais alto nível que tentam silenciar este homem e sua organização (Wikileaks), que é perita em expor a verdade. Qualquer jornalista digno da sua profissão irá defender este homem porque ele luta pelo direito a um jornalismo transparente e LIVRE. A perseguição a este homem é a prova de que vivemos num mundo governado por bandidos, onde o colarinho branco é o mais perigoso de todos.