PSD / Flickr

Luis Marques Mendes

Durante o seu espaço de comentário na SIC, Marques Mendes referiu que o primeiro-ministro cometeu um erro ao aceitar integrar a comissão de honra de Vieira, que se recandidata ao Benfica. Falou ainda sobre a atitude do PS em relação à candidatura à presidência, da auditoria ao Novo Banco e das novas medidas de contingência.

O comentador político disse este domingo que a decisão de António Costa de integrar o quadro de honra de Luís Filipe Vieira, candidato à presidência do Benfica, foi “um erro de palmatória”. Marques Mendes explica que esta decisão não é congruente uma vez que um político em funções “não pode nem deve fazer isto”, pois pode “passar a ideia de promiscuidade entre política e futebol”, defendeu.

O comentador da SIC já consegue antever o futuro e garante que que Costa se vai arrepender desta decisão – “e não vai demorar muito”. Do seu ponto de vista este é um erro que “é fruto de duas coisas: arrogância e impunidade”. Para Marques Mendes esta decisão pode ter consequências negativas para o primeiro-ministro, “o que não é bom”, garantindo que “não consigo perceber como é que António Costa fez uma coisa destas”.

Em relação à candidatura de Ana Gomes à presidência, Mendes afirmou que Costa não se prenunciou sobre a candidatura da ex-eurodeputada porque esta o “irrita”. O comentador acredita que os únicos votos que a candidata vai conseguir do PS nas eleições, são de pessoas que não gostam de Costa – diz o Observador.

Com as eleições presidenciais a aproximarem-se, Marques Mendes acredita que “O PS vai fazer o que o PSD fez há 30 anos com Cavaco– dar liberdade de voto”. Nas contas de Mendes esta atitude do PS pode ter consequências para André Ventura, que poderá perder votos para os candidatos de esquerda.

Devedores do Novo Banco

A auditoria ao Novo Banco também foi um tema que esteve em cima da mesa no comentário semanal. Segundo Marques Mendes, o país ficou sem saber quem são, afinal, os grandes devedores, ou melhor dizendo “os grandes caloteiros da pior espécie?”. O comentador considera mesmo imoral o que se está a passar, e explica que os grandes devedores deviam ser do conhecimento público.

Mendes considera que o país devia saber quem deu origem a “buracos de milhões” e quem obrigou o Estado a “meter lá outros milhões para tapar buracos e evitar a falência”, defendendo que ao invocar sigilo bancário se está a proteger o infrator.

Uso de máscara na rua

Marques Mendes defende o uso de máscara na rua, sobretudo quando estão em causa ajuntamentos, mas lembra que os comportamentos de cada um terão que ser adaptados às circunstâncias, considerando que há muita gente “à beira de um ataque de nervos”.

O comentador das noites de domingo teme o pior para os próximos meses e acredita que “é muito provável uma segunda vaga, mas ela ainda pode ser evitada”. Mendes explica uma forma de diminuir o contágio pode passar por “reduzir os contactos que tínhamos antes a metade, e a menos de 30% nas escolas”.

Em relação ao novo plano de contingência apresentado pelo governo esta semana,  Marques Mendes considera que “foi tudo feito em cima dos joelhos”.

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