(cv) PCTP MRPP

Arnaldo de Matos

O fundador do PCTP-MRPP, Arnaldo Matos, defende a legitimidade do atentado de Londres, reconhecendo o direito de se usar “todos os meios para destruir o imperialismo nos covis das suas capitais”.

A notícia é divulgada pelo Observador, que destaca que o líder histórico do PCTP/MRPP avisa ainda que os indivíduos que fazem atentados na Europa “vão acabar por vencer”.

No artigo “Tremem as Capitais do Imperialismo/De Novo, Ataque no Coração Londres…”, publicado na passada quinta-feira, Arnaldo Matos diz que aqueles que viram “as suas riquezas e a sua força de trabalho roubadas e exploradas pelo terrorismo imperialista têm todo o direito de utilizar todos os meios ao seu alcance para destruir o imperialismo nos covis das suas próprias capitais”.

O fundador do MRPP refere-se aos “povos do mundo, oprimidos e explorados pelo terrorismo imperialista europeu e americano, que todos os dias vêem as suas famílias, as suas mulheres e os seus filhos despedaçados por cobardes bombardeamentos aéreos na Líbia, na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Somália e outros países do mundo”.

“Ora, se há algum terrorismo legítimo, bom, ético e sacrossanto será precisamente o terrorismo dos pobres contra os imperialistas, nunca o terrorismo dos imperialistas contra os pobres”, adianta.

Mas esta não é a primeira vez que Arnaldo Matos defende os ataques do Daesh. Em dezembro de 2015, escreveu um texto violento onde afirmou que a culpa dos massacres de Paris é das forças do imperialismo que “roubam petróleo”.

“Não é o islamismo, mas o imperialismo a causa real, verdadeira e única do ataque a Paris (…) terror, horror, crueldade são os ataques conduzidos pelo imperialismo francês, sobre os homens, as mulheres e as crianças das aldeias e das cidades de África e do Médio Oriente, para roubar-lhes o petróleo e as matérias-primas”, destacou, citado

pelo Observador.

Para Arnaldo Matos, o ataque realizado em Paris na noite de 13 de novembro de 2015 “não só não foi um massacre, como foi um ato legítimo de guerra”.

“Os atacantes de Paris nem chocolates roubaram: levaram a guerra aos franceses, apenas para acordá-los, para lembrar-lhes que o governo e as forças armadas do imperialismo francês estão, em nome da França e dos franceses que julgam ter o direito de se poderem divertir impunemente no Bataclan, a matar, a massacrar, a aterrorizar com crueldade inenarrável os povos do mundo”, sublinhou.

Na passada quinta-feira, o líder histórico do PCTP/MRPP reforçou as suas convicções e afirmou que o ex-secretário-geral do PCPT/MRPP, Garcia Pereira, e os seus comparsas são uns “cobardes pacifistas” que ajudam o imperialismo a praticar o terror contra os operários e os povos do mundo.

“Pois essa pequena-burguesia reaccionária – esses Lúcios e Garcias de pacotilha – deve ficar desde já a saber que os ataques poderão também ocorrer em Lisboa e matar inocentes portugueses, mas que a responsabilidade por esse ataque se ficará a dever única e exclusivamente a essa pequena-burguesia reaccionária e cobarde, que sustenta os governos do PS, do PSD e do CDS, lacaios do imperialismo”, concluiu.

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