Mário Cruz / Lusa

O ex-ministro Armando Vara

O antigo ministro socialista Armando Vara foi detido esta noite, no âmbito do Caso Sócrates, para interrogatório.

Segundo avançou a CMTV, a detenção de Armando Vara estará relacionada com uma comissão de 12 milhões de euros que terá sido paga por Hélder Bataglia no caso Monte Branco, relacionado com o empreendimento turístico de Vale de Lobo.

A comissão em causa, alega a investigação, terá sido paga na sequência de um empréstimo de 194 milhões de euros concedido pela Caixa Geral de Depósitos, de que na altura Armando Vara era um dos administradores, com um pelouro de supervisão de negócios imobiliários.

Além deste empréstimo, a CGD avançou também para a compra de 25% do empreendimento turístico de Vale do Lobo, no Algarve, operação com a qual o banco estatal incorreu em perdas superiores a 100 milhões de euros.

Os 12 milhões de euros de comissão, acrescenta a CMTV, terão sido transferidos para a conta de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena.

Barroca alegou no dia 1 deste mês que terá sido apenas “barriga de aluguer” do dinheiro

, que se destinava a Carlos Santos Silva, amigo a quem José Sócrates terá pedido avultados empréstimos.

Armando Vara foi já o ano passado condenado a 5 anos de prisão, por três crimes de tráfico de influência, no âmbito do processo Face Oculta.

Segundo adiantou a TVI, decorreram por todo o país dezenas de buscas, nomeadamente na residência de Armando Vara, ordenadas pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

O  ex-ministro de António Guterres foi entretanto levado para o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, onde passou a noite.

Segundo nota do Ministério Público, divulgada à imprensa ontem à noite, “estão em causa factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais”.

Armando Vara é interrogado na manhã desta sexta-feira pelo juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal.

ZAP