Os preços do petróleo enfrentam esta segunda-feira a maior queda diária em 29 anos depois de a Arábia Saudita ter desencadeado uma guerra de preços para tentar castigar a Rússia.
O reino saudita reduziu os seus preços oficiais de venda e divulgou planos para um aumento da produção de petróleo no próximo mês. O anúncio surge após a relutância da Rússia em fazer um novo corte na produção, que fora proposto pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para estabilizar o mercado.
De acordo com o semanário Expresso, ao baixar os preços oficiais de venda para entre seis e oito dólares o barril, o maior exportador de petróleo quer castigar a Rússia, o segundo maior produtor mundial, por não ter seguido as recomendações que a OPEP fez na semana passada.
O barril de Brent está a caminho do seu valor mais baixo desde 17 de janeiro de 1991, quando os preços caíram no início da primeira Guerra do Golfo.
Num dos piores inícios de negociação, de acordo com o jornal Público, o Brent chegou a afundar 31% em segundos, depois de na semana passada já ter sofrido a maior queda após a última crise financeira.
A notícia está a agitar um mercado que já sofre com o impacto do coronavírus Covid-19 na procura mundial. Os esforços da China para travar o surto do Covid-19 têm perturbado a segunda maior economia do mundo e reduzido os envios para aquele que é o maior importador de petróleo.
Além disso, a propagação do vírus para outras grandes economias, como a Itália e a Coreia do Sul, e o número crescente de casos nos Estados Unidos fizeram subir as preocupações de que a procura de petróleo irá afundar-se este ano.
Os atuais membros da OPEP são Arábia Saudita, Angola, Argélia, Emirados Árabes Unidos, Gabão, Guiné Equatorial, Irão, Iraque, Koweit, Líbia, Nigéria, República do Congo e Venezuela.
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